Lei publicada no Diário Oficial reúne garantias apresentadas à FIFA durante a candidatura brasileira e prevê reconhecimento financeiro para atletas que defenderam o país em competições internacionais nas décadas de 1980 e 1990 Evento na Praia de Copacabana marca o lançamento da identidade visual da Copa do Mundo Feminina no Brasil, em 2027 — Foto: Buda Mendes / FIFA RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 08:09 Brasil Sanciona Lei para Reparar Desigualdade no Futebol Feminino O governo brasileiro sancionou uma lei publicada no Diário Oficial que define as regras para a Copa do Mundo Feminina de 2027, garantindo pagamentos de R$ 500 mil a ex-jogadoras da seleção dos anos 1980 e 1990. A iniciativa visa reparar a falta de apoio histórico ao futebol feminino, além de estabelecer diretrizes para o torneio, promovendo igualdade e inclusão no esporte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo federal sancionou a lei que estabelece as regras para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil e prevê o pagamento de R$ 500 mil para cada jogadora que integrou a Seleção Brasileira no 1988 FIFA Women's Invitation Tournament e na Copa do Mundo Feminina de 1991. Publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, a norma reúne as garantias apresentadas à FIFA durante a candidatura brasileira e reconhece atletas que ajudaram a construir a história do futebol feminino no país. O prêmio será concedido às ex-jogadoras que defenderam o Brasil nas duas competições internacionais consideradas pioneiras para a modalidade. Nos casos de atletas já falecidas, o valor será destinado aos herdeiros legais. A iniciativa busca reparar uma dívida histórica com gerações que atuaram em um período de menor investimento, visibilidade e apoio institucional ao futebol feminino. Além do reconhecimento às atletas, a legislação formaliza as medidas necessárias para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, a primeira da história disputada na América do Sul. O texto consolida compromissos assumidos pelo governo brasileiro durante o processo de candidatura e define diretrizes para a organização do torneio. Entre os princípios previstos na lei estão a promoção da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no esporte, o combate à discriminação e o incentivo à participação feminina em áreas como arbitragem, gestão esportiva, direção técnica e formação de atletas. A norma também prevê ações voltadas à construção de um legado para o futebol feminino após a competição, com foco na ampliação da prática esportiva entre meninas e mulheres e na valorização profissional dentro da modalidade. O texto ainda detalha aspectos relacionados aos direitos de mídia, marketing, propriedade intelectual, ingressos, parceiros comerciais e demais eventos oficiais vinculados à FIFA e à realização do Mundial. Escolhido como sede em maio de 2024, o Brasil receberá a Copa do Mundo Feminina entre junho e julho de 2027. A competição marcará a primeira realização do principal torneio do futebol feminino em um país sul-americano.