No clima da Copa, Web Summit Rio termina discutindo evento esportivo que terá 65% de mulheres nos bastidores e que promete ampliar a modalidade, apesar da distância no patrocínio em relação à masculina 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aline Pellegrino, ex-capitã da seleção femina de futebol do Brasil no Web Summit Rio 2026 — Foto: Lucas Tavares/Especial para O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 13:50 Copa do Mundo Feminina 2027: Brasil Foca em Legado e Inclusão A Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil promete não só ser um marco no esporte, mas também na representatividade feminina, com 65% das mulheres nos bastidores. Apesar do menor patrocínio comparado ao masculino, o evento busca criar um legado social e esportivo. No Web Summit Rio, especialistas destacaram a oportunidade de crescimento do futebol feminino e a importância de inspirar novas gerações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO No clima da abertura da Copa do Mundo, o Web Summit Rio 2026 encerrou ontem sua edição deste ano com uma conversa sobre o Mundial Feminino de 2027, que será realizado no Brasil. O painel "Game on: Brazil 2027" mostrou o potencial do torneio para ampliar a participação das mulheres no esporte — e nos bastidores da organização e das comissões técnicas — -e gerar legado social e impacto digital, mas indicou também que o interesse de patrocinadores ainda não se equipara aos do futebol masculino. Uma das participantes do painel, Gal Barradas, diretora executiva de Marketing e Receita da Copa do Mundo Feminina de 2027, explicou que, enquanto o Mundial masculino atrai patrocinadores dispostos a investir muito alto em busca de uma visibilidade para sua marca em uma competição já consolidada globalmente, o feminino desperta o interesse de empresas que enxergam oportunidades maiores e diferentes. Há uma chance de iniciar uma narrativa de crescimento e superação com atuação dessas marcas. Gal Barradas, diretora executiva de Marketing e Receita da Copa do Mundo Feminina de 2027, fala no último painel do Web Summit Rio 2026 — Foto: Lucas Tavares/Especial para O Globo — Primeiro, é uma modalidade emergente, então tem muita oportunidade para as marcas ainda nesse segmento, e elas sabem que quanto antes elas se conectarem com o futebol feminino, mais frutos vão colher lá na frente. Segundo, são marcas que sabem que as mulheres são as que tomam decisões de compra nos lares brasileiros. E terceiro, sabem também que o público que vai pros estádios é um público muito mais diversificado, são famílias inteiras, então tem um aspecto mais diversificado e mais democrático ainda — explica. Mulheres na organização e em campo Segundo Gal, a subsidiária da Fifa responsável pela organização da Copa do Mundo Feminina de 2027 tem 65% de mulheres em sua força de trabalho e 75% dos cargos de liderança ocupados por elas. Ela também destacou medidas da entidade para ampliar a presença feminina no futebol, como a exigência de mulheres nas comissões técnicas das seleções participantes. — Médicas, psicólogas, fisioterapeutas, massagistas, são profissões que sempre existiram, mas não encontravam lugar neste mercado de trabalho. É um mercado de trabalho como vários outros, né? A CBF também tem feito investimentos importantes. Hoje, 19% dos árbitros do Brasil já são mulheres. Então, você observa uma movimentação em todos os aspectos — disse Gal. Além de Gal, o painel contou com a participação de Thiago Jannuzzi, diretor executivo de Operações da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027, e de Aline Pellegrino, ex-capitã da seleção brasileira e diretora de Legado e Relações Interinstitucionais da competição. A mediação foi feita pela jornalista Christiane Pelajo, da CNBC. Representatividade e legado do Mundial Aline Pellegrino lembrou que, em 2007 — uma das Copas que disputou —, a seleção feminina foi vice-campeã em um cenário com menos visibilidade e poucos patrocinadores. Para ela, além da possibilidade de a seleção brasileira conquistar seu primeiro título mundial, o torneio do ano que vem também será marcado pela representatividade. Gal Barradas, Thiago Jannuzzi e Aline Pellegrino falam da Copa Feminina de 2027 no Web Summit Rio 2026 — Foto: Lucas Tavares/Especial para O Globo — Ter oportunidade de receber essa Copa no Brasil é uma chance única de contar histórias de mulheres que já jogam esse futebol no país há muito tempo, da gente conhecer novas histórias de novas jogadoras, meninas sonharem em serem jogadoras de futebol. É uma relevância grande ser a primeira vez na América do Sul e o Brasil ter essa oportunidade de sediar essa competição — disse. O que a mineração tem a ver com o futuro da IA? Tudo, diz líder de empresa que inova no setor Mesmo tratamento do Mundial masculino Questionado sobre se a Fifa oferece o mesmo tratamento às Copas do Mundo masculina e feminina, Thiago Jannuzzi afirmou que sim. Ele citou que, por exemplo, na parte logística do torneio do ano que vem, há previsão de mais de 220 voos fretados para transportar as 32 seleções entre as oito cidades-sede brasileiras e um total de 64 jogos. Thiago Jannuzzi, da Fifa, diz que o empenho da organização mundial do futebol é o mesmo nos torneios masculino e feminino, mas concordou que a atração para os patrocinadores ainda está longe do equilíbrio — Foto: Lucas Tavares/Especial para O Globo — O tratamento para as duas Copas, os dois eventos, segue sempre o mesmo modelo de busca pela excelência. Não por coincidência, a gente vai usar no ano que vem os mesmos estádios que foram usados na Copa do Mundo masculina (realizada no Brasil em 2014). Ou seja, todos os requerimentos técnicos que são aplicados são utilizados também na Copa do Mundo Feminina — disse. Crescimento acelerado Aline avaliou que o futebol feminino vive um momento de crescimento acelerado e que a realização da Copa do Mundo de 2027 pode consolidar os avanços da modalidade nos últimos anos. Para ela, o futebol feminino já deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade. — Acho que é uma mudança cultural e o futebol tem esse poder de conversar com essa sociedade e ele também reflete essa sociedade. Então, se a gente olhar 10, 20 anos para trás, o espaço da mulher dessa sociedade era diferente. A gente passou por um período também de proibição do futebol feminino no Brasil por muitos anos, mas eu tenho certeza que essa chave já foi virada — avaliou. Ela também destacou o poder inspirador e de estímulo ao esporte que um torneio global como este tem sobre crianças e jovens: — Então você imagina a quantidade de meninas que depois dessa Copa do Mundo vão querer praticar o futebol e às vezes não vão ficar no futebol, mas vão ficar no esporte e vão cada vez mais encher a nossa indústria do esporte com mulheres, trabalhando em todas as áreas que elas quiserem. A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú.
Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil terá protagonismo das mulheres também fora de campo
No clima da Copa, Web Summit Rio termina discutindo evento esportivo que terá 65% de mulheres nos bastidores e que promete ampliar a modalidade, apesar da distância no patrocínio em relação à masculina








