Referência também na defesa das tradições de matriz africana, Rosa deixa um legado de resistência e preservação cultural 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Rosa Perdigão, liderança das baianas do acajaré do Rio — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 16:23 Morre Rosa Perdigão, ícone da cultura afro-brasileira no Rio Rosa Perdigão, líder das baianas de acarajé no Rio, faleceu, deixando um legado inestimável na defesa das tradições afro-brasileiras e do candomblé. Referência na preservação desse ofício como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, Rosa foi lamentada por entidades como a ABAM Nacional e o Ministério da Igualdade Racial. Sua atuação transcendeu a gastronomia, transformando o acarajé em símbolo de resistência cultural. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Morreu Rosa Perdigão, uma das principais lideranças das baianas de acarajé no Estado do Rio de Janeiro e referência na preservação desse ofício, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Defensora das tradições de matriz africana e do candomblé, dedicou a vida à valorização da cultura afro-brasileira e à luta pelos direitos das baianas de acarajé. A morte foi lamentada pela Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (ABAM Nacional), pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio e pelo Ministério da Igualdade Racial. Segundo a ABAM Nacional, Rosa participou da fundação da ABAM Rio, em 2011. Inicialmente associada, assumiu posteriormente a coordenação estadual da entidade e tornou-se uma das principais vozes na defesa dos direitos das baianas de acarajé e da preservação desse ofício tradicional. "À frente do Cheirinho de Dendê, Rosa fez da Cinelândia um ponto de encontro, afeto e celebração das tradições afro-brasileiras", escreveu a Secretaria Municipal de Cultura do Rio em publicação nas redes sociais. A pasta destacou que Rosa transformou o espaço "em uma referência de preservação da memória, dos saberes e dos costumes ligados à cultura de matriz africana". Rosa Perdigão, dona do Cheirinho de Dendê — Foto: Instagram/Rosa Perdigão A secretaria ressaltou ainda que ela fez do ofício de baiana de acarajé "um importante instrumento de preservação da cultura, da memória e da identidade do nosso povo" e afirmou que sua atuação ultrapassou a gastronomia. "Rosa foi uma voz ativa na valorização da cultura de matriz africana e na luta pelo reconhecimento das baianas de acarajé como patrimônio vivo da cultura brasileira", diz a nota. O Ministério da Igualdade Racial também divulgou uma nota de pesar, na qual definiu Rosa como uma "importante liderança dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana". A pasta destacou que ela dedicou a vida à preservação e à valorização das tradições afro-brasileiras, transformando o ofício das baianas de acarajé em um espaço de resistência, memória, identidade e afirmação da cultura de matriz africana. Segundo o ministério, Rosa deixa um legado na defesa dos saberes ancestrais, do patrimônio cultural brasileiro e dos direitos das baianas de acarajé. A nota termina com uma mensagem de solidariedade aos familiares, amigos, à ABAM, às baianas de acarajé de todo o país e à comunidade de terreiro, afirmando que "sua memória siga iluminando os caminhos da cultura e da ancestralidade". A ABAM Nacional também lembrou que Rosa dedicou sua trajetória à promoção do ofício das baianas de acarajé, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, e atuou em conselhos e espaços de representação sociocultural em defesa dessa tradição. "A sua partida deixa uma imensa lacuna, mas seu legado permanecerá vivo na história da ABAM, na memória das baianas que caminharam ao seu lado e em todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecer sua dedicação, generosidade e compromisso com a nossa cultura", afirmou a entidade. A causa da morte não foi informada pela família.
Rosa Perdigão: entidades lamentam a morte de referência das baianas de acarajé no Rio
Referência também na defesa das tradições de matriz africana, Rosa deixa um legado de resistência e preservação cultural







