Se o cenário atual for mantido, porém, poderá haver impacto na margem consolidada da companhia no futuro, aponta diretor Unidade fabril de estações de recarga da WEG em Jaraguá do Sul, SC — Foto: Rogério Vieira / Valor O vice-presidente administrativo financeiro da WEG, André Rodrigues, afirmou, nesta quinta-feira (23), que é muito difícil estimar, neste momento, o impacto das tarifas sobre os produtos enviados aos Estados Unidos. Em teleconferência sobre os resultados no segundo trimestre, o executivo lembrou que a companhia produz equipamentos nos EUA, no México, no Brasil, e em menor porção em outras geografias, para envio ao território americano. Confira os resultados e indicadores da WEG e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Ele explicou que a tarifa adicional de 12,5% que está sendo debatida se estende a 60 países, mas, inicialmente, não deve se estender ao México protegendo a produção que ocorre lá. “Considerando as constantes mudanças no cenário de tarifas, é difícil estimar agora impacto”, completou. O executivo afirmou que, se o cenário atual for mantido, porém, poderá haver impacto na margem consolidada da companhia no futuro. Questionado sobre o quanto essa situação interfere na discussão de preços, Rodrigues disse que a companhia reavalia considerando o que acontece na variação dos preços das commodities e na inflação. De todo modo, ele destacou que, para o segundo semestre, a expectativa é de demanda aquecida principalmente no exterior. Já o diretor de finanças e relações com investidores da WEG, André Salgueiro, destacou que os números do segundo trimestre foram consistentes mesmo diante das próprias tarifas, de aumento de custo em algumas matérias-primas e de gasto com pessoal, sendo este último “resultado da expansão de capacidade produtiva” que a companhia tem encampado a nível global.