O FMI (Fundo Monetário Internacional) avaliou que a economia brasileira continua demonstrando "notável resiliência" diante de uma sequência de choques externos e considerou que o impacto macroeconômico das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos tende a ser modesto.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (23), após a conclusão da consulta anual do Artigo IV, o fundo também afirmou que o governo precisará promover um ajuste fiscal mais ambicioso para colocar a dívida pública em trajetória consistente de queda e projetou inflação de 5,6% ao fim de 2026, acima da meta de 3%.

Apesar das tensões comerciais, o FMI avaliou que as exportações brasileiras têm permanecido resilientes. O relatório lembra que as tarifas impostas pelos Estados Unidos chegaram a uma alíquota efetiva de 29,1% em agosto de 2025 e que as vendas brasileiras ao mercado americano caíram inicialmente, mas passaram a se recuperar a partir de novembro daquele ano.

Segundo o fundo, o impacto macroeconômico das medidas foi limitado porque as exportações para os Estados Unidos representavam menos de 2% do PIB brasileiro antes da elevação das tarifas e porque o país ampliou as vendas para outros mercados, especialmente de soja para a China.