O governo Lula (PT) acelerou a estratégia de abrir novos mercados para as exportações brasileiras diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Além de manter as negociações diplomáticas com Washington, o Palácio do Planalto trabalha para ampliar a presença de empresas brasileiras em outros destinos e destravar acordos comerciais considerados prioritários. A iniciativa ganhou força após a entrada em vigor da tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros e enquanto o País aguarda a definição norte-americana sobre uma possível sobretaxa adicional de 12,5%.
Ao anunciar a nova etapa do programa Brasil Soberano, na quarta-feira 22, Lula afirmou que o governo continuará a negociar com os Estados Unidos, mas disse que o Brasil também buscará alternativas para reduzir sua dependência do mercado americano. “Não vamos ficar chorando produtos que a gente não vendeu para eles, porque vamos procurar outros compradores.”
Segundo o presidente, o governo já conversa com diversos países para ampliar as exportações brasileiras e criar novas oportunidades de negócios.
A estratégia também foi reforçada pelo ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Após reuniões com representantes dos setores mais afetados pelo tarifaço, ele afirmou que a orientação do governo é manter as negociações com os Estados Unidos e, ao mesmo tempo, ampliar o diálogo com o setor produtivo e acelerar medidas para minimizar os prejuízos.















