Presidente afirmou ainda que 'ninguém vai ganhar do Brasil mentindo' e que o país não vai deixar a mesa de negociação com os Estados Unidos. O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (22) que não houve reciprocidade dos EUA nas negociações sobre as novas tarifas. O presidente declarou que o Brasil continuará negociando com o governo norte-americano e que não vai "chorar" pelos produtos que deixará de vender. A sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros começou a valer nesta quarta-feira (22). A medida americana baseia-se em alegações de restrições comerciais a empresas norte-americanas. Lula anunciou, também nesta quarta, medidas de socorro a empresas afetadas pela sobretaxa americana. Serão liberados R$ 18,5 bilhões em crédito. Lula sobre tarifaço: "Vamos estar na mesa de negociação com as nossas propostas" O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (22) que o Brasil não encontrou reciprocidade nos diálogos que teve com os Estados Unidos para tratar das tarifas. Também segundo o presidente, o país não vai deixar de tentar negociar com o governo norte-americano nem vai ficar "chorando" por produtos que o país deixará de vender aos EUA. "Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós estamos na mesa de negociação, já mandamos vários documentos e propostas, eu pessoalmente fui aos Estados Unidos, ficamos 3 horas discutindo negociação [...] a gente nunca encontrou reciprocidade na conversa", disse Lula. "Isso vai aumentar o nosso antagonismo aos EUA? Não, não vai, porque a gente não vai sair da mesa de negociação. Eles que digam que não vão negociar, porque estamos lá sentados na mesa, fazendo proposta toda vez e fazendo eles provarem que eles tinham alguma razão em taxar o Brasil", completou o presidente. O presidente afirmou ainda que "não tem veto de negociação". "E vamos ficar na mesa de negociação. Se quiserem participar, participem. Se quiserem mandar e-mail, tweet, que mandem, nós vamos estar na mesa de negociação com as nossas propostas para tudo. Não tem veto de negociação. Não vamos ficar chorando produtos que a gente não vendeu para eles, porque nós vamos procurar outros compradores". Lula discursa durante assinatura do Brasil Soberano III — Foto: Reprodução O governo anunciou a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas a produtos brasileiros vendidos no mercado americano e também àquelas impactadas pela guerra no Oriente Médio. O financiamento será destinado às empresas que: são afetadas por tarifas comerciais dos EUA, como setores de aço, alumínio, automotivo, madeira, máquinas, entre outros;são de setores industriais estratégicos, por exemplo: fertilizantes, farmacêutico, têxtil, minerais críticos, entre outros;setores que tiveram exportações para o Golfo Pérsico afetadas. O presidente também sancionou uma lei que liberou R$ 15 bilhões, o "Brasil Soberano 2", em recursos para linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, ampliando assim o programa criado no ano passado para responder ao primeiro tarifaço dos Estados Unidos. A lei deriva de uma medida provisória (MP) de março de 2026. Estados Unidos Luiz Inácio Lula da Silva
Lula diz que Brasil não vai ficar 'chorando' por exportações que não irão aos EUA e que diálogo não teve reciprocidade | G1
Presidente afirmou ainda que 'ninguém vai ganhar do Brasil mentindo' e que o país não vai deixar a mesa de negociação com os Estados Unidos.













