EUA anunciam novo tarifaço sobre o BrasilNova taxa é resultado de investigação norte-americana sobre trabalho forçado. Crédito: Edição: Júlia PereiraO presidente Lula criticou as tarifas de importação dos EUA sobre produtos brasileiros, classificando-as como 'infundadas'. Em artigo no Washington Post, ele rebateu argumentos de Trump e destacou que o Brasil não será derrotado por 'mentiras'. Lula enfatizou a importância do diálogo com os EUA, mas afirmou que o destino do Brasil cabe aos brasileiros. Ele também mencionou a redução do desmatamento e a importância da reciprocidade nas relações internacionais.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as tarifas de 25% e 12,5% sobre a importação de produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos, chamando-as de “infundadas”, e afirmou que o governo avalia medidas de reciprocidade. Em artigo publicado neste domingo no Washington Post, Lula rebateu argumentos da gestão Donald Trump e declarou que “ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”.O presidente disse ainda que pretende continuar o diálogo com o governo Trump.Leia também Saiba quais são os municípios brasileiros mais afetados pelo novo tarifaço de Trump“Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”, escreveu o presidente no artigo reproduzido em sua conta no X.PublicidadeO artigo ainda afirma que as justificativas do presidente Donald Trump para as tarifas “são infundadas”. Ele destacou que o Pix “não discrimina empresas norte-americanas e é uma referência internacional de infraestrutura pública digital”. Ele acrescentou que seu governo reduziu “drasticamente” o desmatamento e destacou que “liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade nas plataformas de redes digitais”.Pix 'não discrimina empresas norte-americanas', afirma Lula Foto: Wilton Junior/ Estadão“Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la. Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência”, conclui o artigo.