Polícia Civil apura a conduta da equipe da unidade conveniada à prefeitura após o acidente ocorrido durante uma atividade recreativa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Abdoulaye Dieng, de um ano e quatro meses, que morreu após ocorrência em creche — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 08:49 Bebê morre asfixiado em creche de SP; polícia investiga caso Um bebê de 1 ano e 4 meses morreu asfixiado após prender a cabeça entre uma grade e uma parede em uma creche conveniada à Prefeitura de São Paulo. A Polícia Civil investiga cinco funcionários do CEI Luz do Brás pelo incidente, inicialmente classificado como homicídio culposo. A família questiona a supervisão no momento do acidente. A Secretaria Municipal de Educação expressou pesar e está colaborando com as investigações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil de São Paulo investiga a conduta de cinco funcionários do CEI (Centro de Educação Infantil) Luz do Brás, creche conveniada à Prefeitura de São Paulo, após a morte de um bebê de 1 ano e 4 meses nesta quarta-feira (22). Entre os investigados estão a diretora, uma coordenadora, duas pedagogas e uma professora da unidade, localizada no bairro do Brás. O caso é tratado, inicialmente, como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e está sob responsabilidade do 8º Distrito Policial (Brás). Segundo o boletim de ocorrência, Abdoulaye Dieng ficou com a cabeça presa no espaço entre uma grade e uma parede de alvenaria durante uma atividade recreativa e não conseguiu se soltar. Policiais militares foram acionados por funcionários da creche enquanto a criança era levada para atendimento médico. O menino foi encaminhado à UPA Mooca, na Zona Leste da capital, mas não resistiu. Questionamentos da família Filho de imigrantes senegaleses, Abdoulaye havia sido deixado pelo pai na creche por volta das 7h30. De acordo com o advogado da família, Erson de Oliveira, cerca de uma hora depois a instituição informou, por mensagem, que a criança estava sendo atendida em uma unidade de saúde porque havia passado mal. — Só que a criança já chegou falecida — afirmou o advogado à Folha de São Paulo. Ele também questionou a supervisão da creche no momento do acidente. — Ela prendeu a cabeça e lutou muito pela vida, para o pescocinho ficar todo roxo. Ela se machucou bastante. E cadê o monitoramento? Isso quer dizer o quê? Não tinha nenhum funcionário acompanhando a criança. A causa da morte foi asfixia, conforme consta no boletim médico — declarou. A Polícia Civil requisitou exames ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC) para esclarecer as circunstâncias da morte. A reportagem não localizou os responsáveis pela unidade para comentar o caso. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação lamentou a morte da criança, prestou solidariedade aos familiares e informou que equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) oferecem suporte à família. A pasta afirmou ainda que colabora integralmente com as investigações e adotará as medidas cabíveis após a conclusão da apuração. Atualmente, cerca de 2.500 das mais de 4.000 escolas municipais de São Paulo pertencem à rede conveniada.