Defesa afirma que comunicado não refletiu a gravidade da ocorrência; inquérito busca esclarecer responsabilidades pelo caso 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, faleceu após prender a cabeça em grade na Creche Luz do Brás — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 09:49 Tragédia em creche: bebê morre preso em grade e polícia investiga A Creche Luz do Brás, em São Paulo, comunicou ao pai de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, apenas que o bebê "passou mal", sem mencionar o acidente fatal. Abdoulaye morreu após ficar preso entre uma grade e uma parede. O caso está sob investigação da Polícia Civil como homicídio culposo. Cinco funcionários são investigados. A Secretaria de Educação abriu procedimento administrativo e a sala foi interditada. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As mensagens enviadas pela Creche Luz do Brás ao pai de Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, mostram que a família foi informada apenas de que o menino havia "passado mal", sem qualquer referência ao acidente que terminou em sua morte. A criança morreu nesta quarta-feira após ficar com a cabeça presa entre uma grade e uma parede da unidade, na região central de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo mensagens obtidas pelo Metrópoles, às 9h18 a creche informou: "Oie, bom dia. O Abdoulaye passou mal. Estamos levando ele para o hospital". Em seguida, houve uma ligação de cerca de 30 segundos entre a instituição e o pai do bebê. Um minuto depois, uma nova mensagem indicava apenas o local para onde a criança havia sido levada: "UBS Mooca, UBS Mooca". Às 9h38, o contato enviou um "Olá" e, às 9h44, perguntou: "Olá, vocês estão indo para a UBS?", seguido de outra ligação. Comunicação e investigação De acordo com Erson de Oliveira, advogado da família, o conteúdo das mensagens levou os pais a acreditar que o filho apenas recebia atendimento médico e não refletia a gravidade da situação. — Eles mandaram uma mensagem dizendo que a criança tinha passado mal. Os pais acreditaram que o filho estava passando por um atendimento médico — afirmou, segundo o Metrópoles. Veja a mensagem: Mensagens mostram como creche avisou pai de bebê morto — Foto: Divulgação O advogado disse ainda que a forma como a comunicação foi feita também será considerada durante a investigação. Segundo o boletim de ocorrência, Abdoulaye participava de uma atividade recreativa quando colocou a cabeça no espaço entre uma grade e uma parede, permanecendo preso por cerca de sete minutos até ser retirado por funcionários. Ele foi socorrido e levado à UPA Mooca, mas não resistiu. A defesa da família também sustenta que, no momento do acidente, funcionários participavam de uma confraternização pelo aniversário da diretora da unidade, o que teria deixado as crianças sem supervisão. A informação foi apresentada pelo advogado ao Metrópoles, mas não foi confirmada pela Secretaria Municipal de Educação (SME). — Juntou todos os funcionários e largaram as crianças à própria sorte — declarou Erson de Oliveira. Crianças mortas em ataque a creche são veladas em Blumenau 1 de 6 Velório de vítimas de ataque a creche de Blumenau, SC — Foto: Felipe Sales/NSC TV 2 de 6 Crianças que morreram após o ataque a uma creche em Santa Catarina estão sendo veladas em Blumenau, no Vale do Itajaí — Foto: Luíza Morfim/Divulgação X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Creche onde houve ataque em Blumenau amanhece com ursos de pelúcia com nome das vítimas e balões escritos 'paz' — Foto: Luíza Morfim/Divulgação 4 de 6 Moradores acendem velas em frente à creche de Blumenau onde ataque deixou quatro crianças mortas — Foto: ANDERSON COELHO / AFP X de 6 Publicidade 5 de 6 Vizinhos de creche acendem velas em homenagem às vítimas — Foto: ANDERSON COELHO / AFP 6 de 6 Um homem acende velas durante uma vigília em Blumenau, Santa Catarina — Foto: ANDERSON COELHO / AFP X de 6 Publicidade Quatro crianças morreram durante ataque, que aconteceu na manhã de quarta-feira (5) A Polícia Civil investiga a conduta de cinco funcionários da creche, a diretora, uma coordenadora, uma professora, uma pedagoga e outro colaborador da instituição. O 8º Distrito Policial (Brás) conduz o inquérito e solicitou perícias ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML), além de analisar imagens das câmeras de segurança para esclarecer as circunstâncias do acidente e eventuais falhas na supervisão. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que instaurou procedimento administrativo paralelo à investigação policial, afirmou que a sala onde ocorreu o acidente permanece interditada para análise técnica e declarou que prestará assistência à família por meio do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (Naapa). A pasta acrescentou que, caso sejam constatadas irregularidades, poderá adotar medidas contra a organização responsável pela gestão da creche, incluindo seu descredenciamento.