Mobilização foi divulgada no mesmo dia em que as taxas impostas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros entra em vigor 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 PT lança campanha nesta quarta-feira — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 17:37 PT Lança Campanha "O Brasil não se entrega" Contra Tarifas dos EUA O PT lançou a campanha “O Brasil não se entrega” em resposta às tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros, associando a família Bolsonaro à medida de Trump. A campanha promove a defesa da soberania e economia nacional. Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros responsabiliza Flávio Bolsonaro pelas tarifas. A disputa entre petistas e bolsonaristas se intensifica no cenário eleitoral. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O PT lançou a campanha “O Brasil não se entrega” nesta quarta-feira, dia que o tarifaço imposto dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entrou em vigor. A iniciativa petista reúne imagens que associam a família Bolsonaro à medida do governo de Donald Trump, além de destacar que as sanções trarão prejuízos para empresários do país. O partido aposta no discurso de proteção da soberania nacional e da economia brasileira na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição: "Queremos mostrar, de forma simples e direta, como a defesa da soberania está no dia a dia de cada um de nós. Na proteção aos empregos e à indústria, na defesa do PIX e das nossas riquezas estratégicas — como as terras raras e os recursos minerais que pertencem ao povo brasileiro", afirma Éden Valadares, secretário nacional de comunicação do PT. Pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada mostra que a maioria dos brasileiros atribui a responsabilidade pela imposição de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros a Flávio Bolsonaro (PL). O instituto questionou os entrevistados com quem eles mais concordavam no embate político sobre a medida da gestão de Donald Trump: 51% citaram Lula e 30%, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A taxa adicional de 25% adotada pelo governo Donald Trump deve atingir 15% da pauta exportadora do Brasil para solo americano ou US$ 5,8 bilhões, considerando o volume de 2025, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Reações pós-tarifas A imposição das tarifas esquentaram a disputa entre o petismo e o bolsonarismo neste ciclo eleitoral. O governo Lula repudiou a taxa e criticou os Bolsonaros, a quem chamou de "falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros". Flávio, por sua vez, respondeu que Lula "não tem mais condições de ser o presidente do Brasil", alegou "atraso, incompetência e vingança" da atual gestão nacional e chamou o adversário de "Biden brasileiro"— numa referência ao ex-presidente democrata Joe Biden, alvo de ataques do chefe da Casa Branca e da base trumpista. Este mês, Flávio discursou em Washington contra o tarifaço sobre produtos brasileiros e defendeu o Pix — numa tentativa de contornar impactos negativos para a campanha pela atuação bolsonarista em prol de sanções estrangeiras contra supostas violações de direitos de aliados. Em maio, em meio à crise da pré-campanha pelas revelações do elo com o banqueiro preso Daniel Vorcaro, o pré-candidato do PL à Presidência foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca. Posou para fotos com ele e disse ter discutido o combate ao crime organizado e investimentos estratégicos. Governistas passaram a atribuir ao grupo a pecha de "entreguista", especialmente após uma carta de Flávio em que ele defende a intenção de "livrar" o Brasil "das garras" do Mercosul (organização intergovernamental regional sul-americana) e aliviar a carga regulatória e tributária sobre empresas de cartão de crédito e outros meios de pagamento — cerne dos ataques de Washington ao Pix. Enquanto isso, bolsonaristas reforçaram o discurso de que o Planalto "provocou" os Estados Unidos e não agiu para evitar o tarifaço. Nesta quarta, Rubio afirmou que Lula não negociou de "boa fé".