Roberto Ayala rebate narrativa que ganha força nas redes sociais e destaca que a Espanha foi superior na partida 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Comissão técnica da Argentina na Copa do Mundo. Ayala é o segundo da esquerda para a direita — Foto: Lars Baron / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 15:16 Roberto Ayala Desmente Teorias de Conspiração sobre Derrota da Argentina na Copa do Mundo Roberto Ayala, auxiliar técnico da Argentina, refutou teorias da conspiração sobre a derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo. Rumores nas redes sociais sugerem manipulação de resultados, mas Ayala destacou a superioridade espanhola em campo. A frase "esqueçamos tudo" de Messi e acusações infundadas sobre o árbitro Slavko Vincic alimentaram as teorias, mas não há provas de interferência externa. Scaloni e jogadores também desmentiram as especulações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O trecho de um vídeo do discurso de Messi antes da derrota da Argentina para a Espanha por 1 a 0 na final da Copa do Mundo deu margem a uma série de teorias da conspiração. No entanto, Roberto Ayala, auxiliar técnico de Lionel Scaloni, fez questão de negar qualquer tipo de suposta polêmica que alimenta a narrativa que circula pela internet. — São coisas que ouvimos e dizemos: 'Eles não podem estar dizendo essas coisas'. Porque nada disso aconteceu, muito pelo contrário — iniciou Ayala. — Houve uma equipe que jogou melhor, só isso, não há necessidade de procurar mais nada. Precisamos apenas falar de futebol, sobre o que realmente aconteceu em campo. Qualquer outra coisa é irrelevante. Antes de retornar à sua cidade natal, na Argentina, Scaloni também foi questionado sobre as teorias que vinham ganhando força nas redes sociais, mas disse não saber do que se tratava: — Não acompanho as redes sociais. Não sei de nada. Não tenho ideia do que você está falando. Entenda o caso A emblemática frase "esqueçamos tudo" dita por Messi aos companheiros no vestiário foi interpretada por alguns torcedores nas redes como um aviso de que não poderiam ser campeões, embora jogadores como De Paul tenham refutado veementemente qualquer manipulação. Outra versão difundida pelo jornalista argentino Pablo Carrozza afirma que Gianni Infantino teria acertado com a Uefa a conquista de uma seleção europeia em troca de apoio à sua permanência na presidência da Fifa. A acusação também foi apresentada sem provas ou indicação de fontes. O desgaste recente entre Uefa, Conmebol e AFA, agravado pela frustrada realização da Finalíssima, passou a ser utilizado como contexto para uma negociação cuja existência nunca foi demonstrada. O árbitro esloveno Slavko Vincic também foi incluído nas teorias. Publicações afirmam que ele teria sido preso ou condenado por envolvimento com tráfico de pessoas e, por isso, estaria sujeito a chantagens. A informação é enganosa. Vincic estava em um local alvo de uma operação policial contra uma rede de prostituição, drogas e armas na Bósnia, em 2020. Foi levado para prestar depoimento como testemunha, liberado sem acusação e não respondeu a processo pelo caso. Decisões de Lionel Scaloni e lances da partida completam a narrativa construída depois da derrota: a ausência de Lautaro Martínez, a utilização de jogadores com problemas físicos, as substituições, a expulsão de Enzo e uma desatenção de Giuliano Simeone no início da jogada do gol espanhol. São episódios reais e discutíveis do ponto de vista esportivo, mas nenhum deles comprova interferência externa. Também não há uma sequência de decisões de arbitragem capaz de demonstrar favorecimento deliberado à Espanha. A atuação argentina, muito abaixo do que a equipe apresentara durante a Copa, ajudou a dar alcance às suspeitas. A seleção que chegou à final com 19 gols não finalizou durante os 90 minutos e sofreu 20 tentativas espanholas ao longo da partida. A diferença entre a expectativa e o desempenho abriu espaço para explicações externas, embora o próprio jogo ofereça uma mais direta: a Espanha controlou a bola, o campo e o ritmo, enquanto a Argentina não conseguiu levar Messi para as regiões em que ele havia decidido partidas anteriores.
Auxiliar técnico da Argentina comenta teoria da conspiração sobre final da Copa: 'Nada disso aconteceu'
Roberto Ayala rebate narrativa que ganha força nas redes sociais e destaca que a Espanha foi superior na partida









