Com Messi pouco inspirado, a Argentina contou com o goleiro Dibu Martínez para resistir à pressão rival e levar o jogo à prorrogação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pedri e Ferran Torres representam o Barcelona na Espanha — Foto: CARL DE SOUZA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/07/2026 - 23:27 Espanha vence Argentina e conquista seu segundo título mundial na Copa Na final da Copa do Mundo, a Espanha conquistou seu segundo título mundial com um gol de Ferran Torres, destacando a força coletiva da equipe de Luis de la Fuente. A Argentina, com um Messi apagado, se apoiou no goleiro Dibu Martínez, mas não conseguiu resistir ao domínio espanhol. A expulsão de Enzo Fernández complicou ainda mais a situação argentina, levando a Espanha a um merecido triunfo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Lamine Yamal tentou ir à linha de fundo, desistiu de passar pela marcação e acionou Pedro Porro. O lateral levantou na medida para Nico Williams, na segunda trave, recuar de cabeça para Ferran Torres, livre na área, fuzilar as redes. A descrição do gol que deu à Espanha seu segundo título mundial (o primeiro fora em 2010) resume o grande mérito da equipe de Luis de la Fuente: saber extrair o melhor de seus talentos como um coletivo. Justamente o que faltou à Argentina, que ontem não contou com um Messi inspirado. A final da Copa do Mundo passou longe das melhores da história, o que acabou sendo uma ducha de água fria após o ainda inesquecível 3 a 3 entre França e Argentina, na edição de 2022. A falta de brilho certamente se deve à pouca emoção. Mas não havia como ser diferente. Afinal, apesar do placar magro, foi uma disputa muito desequilibrada. É difícil não usar a expressão choque de realidade, tão batida no futebol. Pois foi o que se viu nos 120 minutos. A Argentina, que chegou até a decisão muito graças à liderança técnica e emocional de Messi, desta vez se viu “nua” diante da atuação discreta de seu craque. E poucas vezes uma final de Copa teve um time tão dominante em relação ao outro. Expulsão complica argentinos Se o placar não entrega, os números escancaram o que foi a superioridade espanhola. Foram impressionantes 762 passes trocados contra 358 dos argentinos e um controle da bola em 65% do tempo. Enquanto o time de De la Fuente finalizou 20 vezes (sendo 12 na direção do gol), Messi & cia. só concluíram duas jogadas, já no fim da prorrogação. Ainda assim, nenhuma no sentido da meta rival. — A partida deveria ter sido decidida bem antes. As intervenções do Dibu (Martínez) nos impediram de vencer mais cedo. Mas é uma final de Copa e você tem que sofrer mesmo contra dez homens. Estávamos preparados para tudo— disse De la Fuente. Rodri levanta a taça da Copa do Mundo após vitória da Espanha sobre a Argentina — Foto: Lars Baron/Getty Images via AFP De fato, se a Argentina não perdeu por mais, foi graças a Dibu. Mesmo tendo disputado a Copa no sacrifício, em razão de uma fratura num dos dedos da mão direita, ele quase conseguiu manter sua equipe viva até a disputa de pênaltis. Saiu de campo com 11 defesas. Algumas de finalizações ruins dos espanhóis, é verdade. Ainda assim, até o gol de Ferran, o goleiro argentino vinha sendo o grande nome da partida. — Eles foram melhores. Mas tenho ótimas lembranças deste grupo. Temos que valorizar o fato de termos chegado até aqui. É incrivelmente difícil — afirmou o técnico Lionel Scaloni. Messi chora com a medalha de prata após a Argentina perder a final da Copa para a Espanha — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP A Espanha foi o oposto de sua rival. Embora tivesse uma coleção de jogadores de grande capacidade individual, como Lamine Yamal, Nico Williams, Cubarsí e Rodri, jogou um futebol tão coletivo que, algumas vezes, fez parecer que não tinha estrelas. Por isso, o heroísmo improvável de Ferran Torres não soa tão estranho nesta seleção. Os espanhóis ganharam a disputa no meio de campo, o que explica, em parte, o domínio. Mas passaram quase todo o primeiro tempo sem conseguir entrar na área adversária. Os caminhos se abriram no segundo tempo, com as entradas de Nico, Torres, Merino e Pedri. O time ganhou mobilidade diante de uma Argentina cansada de tanto se defender e sem escape ofensivo. A resistência hermana sofreu um duro golpe aos 47, quando Enzo Fernández levou o segundo amarelo por falta dura em Cubarsí e foi expulso. Com um a menos, a Argentina viveu um pesadelo no primeiro tempo da prorrogação. Foi o momento de maior domínio espanhol, com 72% de posse. O gol de Torres saiu logo no primeiro minuto extra, praticamente definindo o jogo. Naturalmente, os argentinos tentaram tirar forças de onde já não tinham na segunda etapa da prorrogação. E quase empataram quando Simeone isolou uma bola na frente do gol. Mas a verdade é que, àquela altura, o empate teria sido uma grande injustiça com o que foi o jogo.
Em uma final da Copa dominada pela Espanha, Ferran Torres marca o gol que coroa a força coletiva; análise
Com Messi pouco inspirado, a Argentina contou com o goleiro Dibu Martínez para resistir à pressão rival e levar o jogo à prorrogação












