Diretor de 'Ainda estou aqui' escreve sobre produtor falecido nesta quarta-feira (22), aos 98 anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Walter Salles entre Lucy e Luiz Carlos Barreto em sessão no Cine Odeon, em 2018 — Foto: Divulgação/Festival do Rio Luiz Carlos Barreto era um craque que sabia jogar em todas as posições. Redefiniu a luz brasileira no cinema em "Vidas secas", ao lado de Nelson Pereira dos Santos, assim como em "Terra em transe", de Glauber Rocha. A história do Cinema Novo, o movimento que melhor refletiu a identidade brasileira na tela do cinema, seria outra sem ele. Como produtor, foi o instigador de filmes tão seminais quanto "O dragão da maldade contra o santo guerreiro", de Glauber, "Garrincha, a alegria do povo" de Joaquim Pedro de Andrade, "A hora e a vez de Augusto Matraga", de Roberto Santos, "O assalto ao trem pagador", de Roberto Farias, "Como era gostoso o meu francês", de Nelson, entre tantos outros. Sempre a quatro mãos com Lucy Barreto — sua companheira de todas as horas. Depois do Cinema Novo, Barretão foi o deflagrador de um cinema brasileiro ao mesmo tempo popular e sofisticado, no qual o público se viu refletido: "Dona Flor e seus dois maridos", de seu filho Bruno, "Bye Bye Brasil", de Cacá Diegues, "Inocência", de Walter Lima Jr., "Memórias do cárcere", de Nelson Pereira dos Santos. Na Retomada, lá estava ele novamente, com filmes como "O quatrilho" de seu filho Fábio, e "O que é isso, companheiro?", de seu filho Bruno. Era um homem de uma profunda sensibilidade e inteligência, afetivo, que nunca esqueceu das suas raízes e tinha uma forte percepção da importância geopolítica do Cinema Brasileiro. Vai fazer muita falta. Walter Salles é diretor de "Central do Brasil" e "Ainda estou aqui"
Walter Salles: 'Luiz Carlos Barreto era um craque que sabia jogar em todas as posições'
Diretor de 'Ainda estou aqui' escreve sobre produtor falecido nesta quarta-feira (22), aos 98 anos











