As mulheres ocupam hoje 38% das posições de liderança no Brasil, segundo levantamento do ManpowerGroup. O número avançou nos últimos anos, mas ainda mantém distância da paridade entre homens e mulheres em cargos de decisão nas empresas do país.

Para Eliane Alcino, conselheira fiscal da Coopercompany, cooperativa do setor de infraestrutura com atuação em telecomunicações, tecnologia e energia, o principal obstáculo para essa aproximação segue sendo a cultura organizacional. “Existem muitas mulheres altamente capacitadas, com formação técnica e experiência, mas que ainda enfrentam dificuldades para conquistar o mesmo reconhecimento dado aos homens”, afirma.

Segundo a conselheira, o modelo de intercooperação, baseado na troca de experiências e no desenvolvimento conjunto entre organizações, tem contribuído para movimentar essa realidade dentro do cooperativismo. A seguir, práticas apontadas por ela que podem servir de referência para empresas de outros setores.

Troca de experiências acelera novas lideranças

Segundo Eliane Alcino, ambientes em que profissionais compartilham desafios e soluções tendem a formar novas lideranças com mais rapidez. “Ao unir conhecimentos, desafios e boas práticas, conseguimos construir redes de apoio mais sólidas e preparar novas lideranças”, explica.