Longe de se parecer com os meteoritos que conhecemos dos museus, o asteroide que colidiu com a Terra há 66 milhões de anos e levou ao fim dos dinossauros era composto de um tipo raro de condrita carbonácea, uma classe escassa e primitiva de meteorito rochoso.
É isso o que afirma uma equipe de cientistas liderada pela Universidade de Paris em um estudo publicado no último 17 na revista Science Advances. Eles examinaram isótopos de níquel para determinar a composição do meteorito.
As condritas carbonáceas representam apenas 5% dos meteoritos dos quais foram obtidas amostras na Terra, e as da classe Ornans (condritas CO), mesmo tipo que colidiu contra a Terra, correspondem a uma fração ínfima desse grupo.
"O fato de terem sido atingidos por um projétil tão raro e distante destaca quão azarados foram os dinossauros", afirmou um dos autores do artigo, Philippe Claeys, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, em um comunicado.
Os pesquisadores mediram os isótopos de níquel em argilas marinhas coletadas ao longo de vários anos a partir de uma fina camada desse material que se formou em todo o planeta em consequência do impacto, já que o meteorito se vaporizou completamente após a colisão.











