Acusação afirma que estabelecimento usou ingrediente não autorizado pela legislação sanitária do país durante cerca de quatro anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Formigas desidratadas importadas eram usadas como cobertura opcional em uma sobremesa servida pelo restaurante com duas estrelas Michelin investigado na Coreia do Sul — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 06:45 Chef de Seul Enfrenta Prisão por Servir Formigas em Sobremesas O dono de um restaurante com duas estrelas Michelin em Seul enfrenta até um ano de prisão por servir formigas em sobremesas, prática não autorizada pela legislação sul-coreana. O Ministério Público também busca uma multa de 20 milhões de wons para o estabelecimento. As formigas, importadas dos EUA e Tailândia, foram usadas por cerca de quatro anos. A defesa alega desconhecimento da proibição e que apenas 60% dos clientes optavam pelo ingrediente. A sentença será anunciada em 2 de setembro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O dono de um restaurante com duas estrelas Michelin em Seul, na Coreia do Sul, pode ser condenado a um ano de prisão por servir uma sobremesa coberta com formigas, inseto que não é autorizado para consumo humano pela legislação sanitária do país. O pedido foi apresentado pelo Ministério Público durante audiência realizada na segunda-feira, segundo a agência sul-coreana Yonhap. Além da pena de prisão para o proprietário, os promotores pediram que a empresa responsável pelo restaurante seja condenada ao pagamento de uma multa de 20 milhões de wons (cerca de R$ 80 mil, na cotação atual). O caso envolve um restaurante localizado no bairro de Gangnam, área nobre de Seul e conhecida por concentrar estabelecimentos de alta gastronomia. De acordo com a investigação, o local oferecia aos clientes um sorvete servido com formigas desidratadas como cobertura opcional. As autoridades afirmam que a fiscalização teve início depois que o prato passou a aparecer em publicações de blogs e redes sociais, e não durante uma inspeção de rotina. Segundo o Ministério da Segurança de Alimentos e Medicamentos da Coreia do Sul, apenas dez espécies de insetos estão autorizadas para uso como ingrediente alimentar no país, entre elas gafanhotos, larvas de tenébrio e pupas de bicho-da-seda. As formigas não fazem parte dessa lista. A legislação prevê que estabelecimentos interessados em utilizar espécies ainda não autorizadas solicitem uma aprovação temporária antes de comercializá-las. Segundo a acusação, o restaurante não realizou esse procedimento. Os promotores afirmam que o estabelecimento importou formigas desidratadas dos Estados Unidos e da Tailândia desde 2021 e as utilizou em pratos durante cerca de quatro anos. A acusação estima que aproximadamente 49 mil formigas tenham sido servidas em cerca de 12,2 mil sobremesas, que renderam aproximadamente 120 milhões de wons (cerca de R$ 480 mil). A defesa contestou esses números durante a audiência. Segundo os advogados, nem todos os clientes aceitavam receber a cobertura com formigas e apenas cerca de 60% optavam pelo ingrediente, o que reduziria significativamente a estimativa apresentada pelo Ministério Público. Os representantes do restaurante também argumentaram que apenas uma pequena parte do menu degustação, composto por 15 etapas, utilizava formigas e destacaram que restaurantes de países como Dinamarca, Reino Unido e Austrália empregam o ingrediente em preparações gastronômicas. Ainda segundo a defesa, o chef explicou aos investigadores que havia utilizado formigas para conferir acidez a pratos enquanto trabalhava nos Estados Unidos e na Europa e desconhecia que a prática era proibida pela legislação sul-coreana. Pela lei local, a utilização de ingredientes não autorizados pode resultar em pena de até cinco anos de prisão ou multa de até 50 milhões de wons. A sentença está prevista para 2 de setembro.
Dono de restaurante com duas estrelas Michelin vira alvo da Justiça na Coreia do Sul por servir formigas em sobremesa
Acusação afirma que estabelecimento usou ingrediente não autorizado pela legislação sanitária do país durante cerca de quatro anos










