A Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês) é a competição escolar internacional mais antiga e, provavelmente, mais prestigiosa do mundo. Sua primeira edição teve lugar na Romênia, em 1959. Inicialmente, a participação estava concentrada no Leste Europeu (sete países do bloco soviético, como era chamado então), mas foi se alargando gradualmente. A edição 2017, que organizamos no Rio de Janeiro, já contava com 111 países, de todos os continentes.

Um efeito desse alargamento foi a criação, em um número crescente de países, de olimpíadas nacionais de matemática, por meio das quais são escolhidas as suas delegações (seis estudantes de ensino médio) na Internacional. A nossa Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) foi lançada em 1978, por iniciativa da Sociedade Brasileira de Matemática, e sua primeira edição aconteceu no ano seguinte.

Ora, foi precisamente nesse ano de 1979 que o Brasil entrou na IMO. Como foi escolhida a nossa delegação para essa primeira participação internacional, se a olimpíada nacional estava apenas começando? A resposta a essa pergunta eu fiquei sabendo recentemente, e vou fazer um pouquinho de mistério: só contarei na semana que vem!

Nessa primeira participação na IMO, conquistamos o 22º lugar na classificação geral. Nosso melhor resultado até hoje foi em 2020: 10ª posição entre 105 países, com uma medalha de ouro e cinco de prata. Já se tornou usual que todos os nossos seis representantes voltem para casa com medalhas. Desse modo, ao longo dos anos acumulamos 15 medalhas de ouro, 61 de prata e 93 de bronze. Dois ouros, Nicolau Saldanha, em 1981, e Ralph Teixeira, em 1987, foram "perfect scores": eles gabaritaram a prova!