Senador disse que desde o anúncio da candidatura, Flávio se preparou, buscou as alianças necessárias e hoje é uma candidatura “extremamente competitiva” Para Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio , reeleição é “um instituto que causa mal ao país” — Foto: Carlos Moura/Agência Senado O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto, senador Rogério Marinho (PL-RN), minimizou a fala do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, que afirmou mais cedo que Flávio “não estava preparado” para ser candidato. Ele falou a jornalistas nesta terça-feira (21) após reunião com o dirigente do partido e com Flávio na sede do PL, em Brasília. Leia mais “A fala foi descontextualizada. Ele não estava preparado para ser o candidato porque o candidato era Jair Bolsonaro. Na hora que a candidatura de Jair Bolsonaro foi impossibilitada, ele foi escolhido candidato”, disse o senador. Segundo Marinho, qualquer que tivesse sido o nome escolhido não estaria preparado naquele momento. Ele avalia que nos seis meses desde o anúncio da candidatura, Flávio se preparou, se qualificou, buscou as alianças necessárias e hoje é uma candidatura “extremamente competitiva”. Para o senador, a prioridade agora ainda é fazer as conversas necessárias com partidos que podem ser aliados. De acordo com Marinho, a neutralidade beneficia a campanha petista: “Para os partidos aliados, o que não adianta é a neutralidade. A neutralidade vai favorecer quem está sentado na cadeira de presidente da república. E nós todos vamos pagar um preço muito sério por isso”, afirmou. A campanha de Flávio e articuladores ainda buscam atrair partidos como o União Brasil e o Progressistas, além do Republicanos. A tendência, no entanto, é de que essas legendas optem por não escolher um lado na eleição nacional e liberem seus diretórios estaduais para tomarem decisões independentes. Sobre a definição da vice, Marinho afirmou que primeiro é importante definir quais partidos estarão com Flávio. “Nós sabemos que é importante termos uma mulher, mas não uma mulher por ser mulher, em função do gênero. Alguém que tenha representatividade, legitimidade, tenha capacidade de interlocução, consiga se comunicar da maneira adequada com o eleitorado feminino, com o eleitorado brasileiro. “Existem várias pessoas que estão sendo levadas em consideração. Eu prefiro aqui não fulanizar o processo, até porque tem pessoas de partidos que não estão hoje confirmados que estarão conosco. Então, depois dessa definição, é que nós poderíamos definir quem será essa candidata e fazer um convite formal”, declarou a jornalistas. De acordo com Marinho, ainda não houve nenhum convite para compor a chapa. “Houve sondagens, evidentemente, mas convite mesmo não fizemos. Até porque tem pessoas que nos interessariam que estão em partidos que não sabemos se vão ficar conosco”, completou. Marinho afirmou ainda que o presidente da Argentina, Javier Milei, poderá discursar na convenção partidária do Partido Liberal, no próximo dia 25. A ideia é que o plano de governo seja lançado no dia 1º de agosto e que Flávio Bolsonaro faça um balanço dos palanques estaduais logo após a convenção do partido. “Nós temos hoje uma candidatura organizada em todo o Brasil. O presidente Bolsonaro, quando foi candidato, tinha dez palanques regionais comprometidos com a sua candidatura. Hoje nós temos seguramente o dobro de palanques regionais, pelo menos 20 palanques”, argumentou. Segundo o senador, as conversas com os partidos seguem para definir as vagas restantes. Questionado se há preocupação com Estados em que a chapa majoritária ainda está indefinida, como no caso do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, o coordenador da campanha assentiu, mas demonstrou otimismo: “Preocupação sempre há, mas nós temos caminhos a serem percorridos, nós estamos tranquilos que vamos fechar bons palanques nos dois estados”, afirmou o senador.