Segundo o coordenador da campanha do PL, situação atual é 'um pouco pior' e relação a 2022, que tinha Jair Bolsonaro como candidato 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Rogerio Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro — Foto: Denio Simoes/Valor O coordenador da campanha do candidato de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), defendeu nesta segunda-feira (31) que a campanha se concentre no Sudeste por conta do grande número de eleitores da região. Ele também criticou o alinhamento dos presidentes das Casas Legislativas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o avanço de pautas de interesse do Planalto. Leia mais: "No caso do Sudeste, nós temos uma outra situação. Nós estamos em uma situação um pouco pior do que estávamos em relação a 2022. Então, essa é uma região que concentra mais de 40% dos eleitores e é uma região que nós vamos nos dedicar, eu diria, com uma maior intensidade", declarou durante fala no Macro Day 26, evento promovido pelo BTG Pactual. Segundo Marinho, a campanha de Flávio tem palanques organizados nos três principais Estados do Sudeste. "Em especial aqui em São Paulo e em Minas Gerais, com dois palanques, e no Rio de Janeiro", ele disse. Marinho afirmou ainda que a estratégia da campanha de Flávio será abordar a atual situação econômica do Brasil, especialmente em relação ao poder de compra do eleitor, e a segurança pública no Sudeste. "Apresentaremos uma alternativa de esperança, de mudança, de possibilidade de que essas pessoas tenham uma vida melhor do que elas vivem hoje. Não apenas na questão dos preços dos alimentos, que é muito forte, mas a sensação de que o governo é um governo corrupto e ineficiente e que, na questão da segurança pública, o governo prefere privilegiar o criminoso e não o cidadão", complementou o senador. Para Marinho, além disso, Lula está se saindo pior no Nordeste do que em relação a 2022 e pode vencer na região, mas com uma diferença menor de votos do que na última eleição. Segundo o parlamentar, isso se deve ao fato de que o Nordeste é "onde [há] uma maior população de pessoas fragilizadas do ponto de vista econômico". Marinho também criticou o alinhamento dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com o atual presidente da República para que pauta prioritárias para o Executivo federal sejam votadas pelo Congresso nesta semana. Na visão do senador, essa demonstração de união entre os chefes dos Poderes "não está levando em consideração o interesse público” do país. "[O alinhamento entre Lula, Motta e Alcolumbre] está levando em consideração a necessidade de manter um presidente no poder. Eu acho que qualquer tema não deve ser interditado em relação a ser votado e discutido no Parlamento", opinou o coordenador de Flávio. O senador, que já se posicionou publicamente contrário à aprovação de um projeto que mude a escala e a jornada de trabalho simultaneamente, destacou que o período eleitoral deve contaminar a discussão do assunto no Senado. Embora Marinho espere que a deliberação da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 aconteça somente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, ele admitiu que deve ser difícil que senadores do PL que são candidatos neste ano votem contra a matéria. "Nós temos vários senadores que são candidatos à eleição e que certamente na hora de votar vão levar muito mais em consideração a questão das eleições do que a sua necessidade de se debruçar sobre o tema com a seriedade que esse tema merece", ponderou o parlamentar do PL.