O PSDB afirmou nesta terça-feira 21 ao ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino desconhecer a existência de “cota, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares para a presidência do partido”.

A manifestação responde a uma ordem de Dino, que mandou dirigentes de 21 partidos se explicarem sobre o controle de emendas.

Em 10 de julho, o ministro bloqueou 119 milhões de reais em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A investigação da Polícia Federal mira suspeitas de interferência ilícita do ex-deputado federal no direcionamento de emendas parlamentares.

Após a operação, Valdemar disse interferir no destino dos recursos, a exemplo — segundo ele — de outros presidentes de partidos. Nesta segunda-feira 20, o chefe do PL mudou a versão e alegou que a palavra “indica” é uma “expressão coloquial” que remete a sugestões, sem prejuízos à atuação do parlamentar responsável pela gestão das verbas.

Além de PSDB e PL, o PSD se pronunciou ao STF. A legenda de Gilberto Kassab afirmou que jamais houve sequer menção à possibilidade de o presidente influenciar a destinação de emendas parlamentares. As manifestações foram remetidas à Polícia Federal.