Em uma região rural de Florianópolis, o aparecimento de anfíbios grandes, esverdeados e de coaxar barulhento acendeu um alerta entre biólogos de Santa Catarina. Originária dos Estados Unidos e introduzida no Brasil no começo do século 20 para produção de carne destinada ao consumo humano, a rã-touro tornou-se uma ameaça ao ecossistema local.

Desde o primeiro registro da espécie na capital catarinense, em outubro de 2025, foram identificadas 11 exemplares em três pontos do bairro Ratones, na região norte da ilha.

A rã-touro é o nome popular da Aquarana catesbeiana. Ela pode atingir entre 15 e 20 centímetros de comprimento, não possui predadores naturais no país e se alimenta de peixes, pequenos répteis, mamíferos e outros anfíbios.

Sete adultos e três jovens foram capturados no ano passado, e outro indivíduo, em março deste ano, segundo a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente).

A Floram disse, em nota, que recebeu dois registros de possíveis avistamentos e está organizando vistorias para verificar as ocorrências.