Caçador fez parte de programa com 10 dias de duração para combater pítons-birmanesas, espécie invasora que ameaça ecossistema da região nos EUA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Rahm Levinson captura píton-birmanesa de 5 metros durante desafio de caça anual na Flórida — Foto: Reprodução / YouTube Foi na reta final do Florida Python Challenge (Desafio da Píton da Flórida, em tradução livre), que o caçador e militar, Rahm Levinson, de 45 anos, se deparou com uma cobra píton-birmanesa gigante. Com técnica especial para captura do animal, ele conseguiu vencer na categoria de maior cobra, ao confirmar que ela media mais de 5 metros. Levinson percorria numa bicicleta elétrica uma antiga trilha, hoje, tomada pela vegetação, no Parque Nacional Everglades participando do desafio, realizado entre 10 e 19 de julho. A píton foi encontrada em meio à mata ao acaso, na noite do dia 18, quando as luzes que o caçador carregava iluminaram onde a cobra estava. Inicialmente, ele pensou que se tratava de um outro animal, mas decidiu parar e ir até o local. Ele foi acompanhado de Tom Rahill, que viria a ser coroado como o grande campeão do desafio ao capturar 96 cobras pítons-birmanesas. A competição, segundo a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC), busca combater a espécie invasora que, sem um predador natural, tem ameaçado o ecossistema local. Nesta edição do evento anual, 280 pítons invasoras foram capturadas em oito áreas de caça autorizadas no sul da Flórida. Os resultados desta edição foram divulgados no último dia 5, mas apenas nesta semana Rahm Levinson falou com a imprensa sobre a captura que realizou. Ele contou, em entrevista ao site Outdoor Life, a estratégia usada ao confirmar que o animal que viram em meio à vegetação era uma píton. — Ficamos observando-a enrolada na grama por um tempo, bolando uma estratégia para capturá-la. Então ela começou a se mexer e eu a agarrei pelo rabo. Tom segurou o corpo dela e a imobilizamos por um bom tempo antes de conseguirmos colocá-la em um saco para cobras para levá-la de volta e registrá-la para o Desafio da Píton — disse. Veja o vídeo da captura abaixo: Próximo ao local onde a cobra foi encontrada, Rahill percebeu que havia algo na vegetação. Ao se aproximar, confirmou que era ovos. A espécie pode colocar até 100 por ninhada. A dupla se surpreendeu ao encontrar um número próximo a esse no ninho que a cobra capturada tinha formado. — Aquela cobra enorme tinha um ninho gigantesco, e os ovos estavam eclodindo. Tom pegou um saco para cobras e começou a recolhê-las assim que saíam dos ovos. Elas saíam dos ovos e Tom as pegava rapidamente antes que escapassem para o brejo — contou Levinson. — Havia 98 ovos de píton naquele ninho, e Tom conseguiu capturar 96 pítons vivas para manter as cobras não nativas e invasoras longe do ambiente da Flórida. A dupla participava do evento pela SwampApes, organização voltada para militares com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Rahm Levinson, hoje com 45 anos, serviu em duas missões no Iraque, país invadido pelos Estados Unidos em 2003 sob o pretexto de uma guerra ao terror, em que o então presidente Saddam Hussein possuiria armas de destruição em massa. As tropas dos EUA e dos aliados nunca encontraram tais armamentos e deixaram milhares de mortos, número que pode ultrapassar 600 mil, de acordo com estimativas da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, em Baltimore, Estados Unidos, e da Mustansiriya University, em Bagdá, Iraque, em estudo publicado em 2006. Levinson recebeu um prêmio de US$ 1 mil (cerca de R$ 5,2 mil, na cotação atual) por capturar a maior cobra durante o desafio, medindo oficialmente 5 metros. Rahill recebeu o prêmio principal de US$ 10 mil (cerca de R$ 52 mil, na cotação atual) por capturar o maior número de pítons-birmanesas durante o evento de 8 dias, que totalizaram 96.