Muita gente enxerga a TV aberta como uma tecnologia pronta, quase parada no tempo. Não é. O Brasil está desenhando agora a próxima geração do seu sistema de TV terrestre, e a parte interessante para quem é engenheiro é como ela está sendo montada: uma plataforma centrada em IP que junta, com bastante pragmatismo, as melhores peças de padrões diferentes.
Eu trabalho com TV 3.0, então escrevi aqui a introdução que eu queria ter tido na primeira vez que me perguntaram "espera, TV não é só... TV?".
O que temos hoje
O sistema atual de TV Digital do Brasil é o SBTVD (ou ISDB-Tb), uma evolução do padrão japonês ISDB-T. Dois pontos importam para entender o que vem depois.
A transmissão usa uma camada física de radiodifusão dedicada: robusta, feita para antena e para recepção em movimento. Já a interatividade roda sobre o Ginga, o middleware presente em milhões de TVs e set-top boxes no Brasil e na América Latina. É o Ginga que permite a uma emissora entregar um aplicativo junto com o vídeo.







