Os brasileiros vão poder acompanhar, durante a Copa do Mundo da Fifa 2026, as novidades trazidas pela DTV+, a tecnologia de terceira geração para transmissão da TV aberta. A Globo lança nesta terça-feira (9) a campanha de marketing da DTV+, que combina o sinal aberto de radiodifusão com a internet. As transmissões com a nova tecnologia já estão disponíveis no Rio, em São Paulo e no plano piloto de Brasília. O objetivo da Globo é avançar paulatinamente até chegar às 15 maiores regiões metropolitanas do país em 2030 e cobrir todo o Brasil em uma década. A DTV+ é a terceira grande geração tecnológica da televisão, também chamada de TV 3.0. O início, com o antigo sinal analógico, ficou conhecido como TV 1.0. A TV digital, ou HD, implantada no país na primeira década desse século, foi a TV 2.0. Desde então, houve um salto intermediário, chamado de TV 2.5, que permite interatividade básica, mas mantendo a resolução máxima de imagem limitada ao Full HD. Agora, a DTV+ une no mesmo sinal a TV aberta e a internet, permitindo uma definição maior, a chamada 4K, som tridimensional e funcionalidades que até então existiam apenas na internet. A campanha de lançamento mantém um discurso único para todo país da chegada da DTV+, mas com ajustes de mensagem para refletir o nível de disponibilidade da tecnologia em cada praça. Nos locais que já recebem o sinal da DTV+, são reforçados os aspectos ligados às experiências completas já disponíveis. Nas demais praças, apresenta a chegada da nova era da TV e destaca interatividades já existentes no sistema atual, na TV2.5. A campanha estará presente em todas as transmissões e plataformas da Globo. “Vamos ilustrar de forma didática para o consumidor o que muda na experiência de assistir à TV. A forma como é possível interagir, as opções, isso tudo vai estar ilustrado por meio dessa campanha”, diz Leonora Bardini, diretora executiva da TV Globo. Em Brasília e nas duas maiores cidades do país – São Paulo e Rio -, a DTV+ opera com as funcionalidades completas, incluindo transmissão com definição 4K e um cardápio de opções mais avançado, como dois vídeos dividindo a mesma tela e replay simultâneo. Para assistir à DTV+ com todas as possibilidades, o consumidor deverá comprar uma caixa receptora. Para quem não tiver esse equipamento ou morar fora das três cidades que vão receber inicialmente a tecnologia, os televisores mais novos são capazes de captar a transmissão da segunda geração da TV digital, a chamada TV 2.5, que tem transmissão em alta definição (HD) e algumas ferramentas interativas. O filme de divulgação da DTV+ será estrelado por Sabrina Sato e Nicolas Prattes e terá duas versões simultâneas. Na primeira, com veiculação nacional, serão apresentadas as funcionalidades disponíveis na TV 2.5, a tecnologia intermediária antes da 3.0. Nas versões exibidas no Rio, em São Paulo e em Brasília, regiões que receberão o sinal da DTV+, o foco da campanha será na imersão da experiência esportiva, com opções como replay instantâneo, áudio da torcida e múltiplos ângulos de câmera. Carolina Duca, diretora de infraestrutura e telecom da Globo, explica que no primeiro momento serão quatro os fornecedores dos aparelhos receptores da DTV+, chamados de “set-top box”. O preço inicial deverá oscilar entre R$ 500 e R$ 700 para o consumidor. “Sabemos que no primeiro lote tem um custo de desenvolvimento embarcado forte. Nossa expectativa é de que, como foi na TV digital, esse custo caia [ao longo do tempo]”, diz. Duca acrescenta que a campanha de lançamento vai divulgar uma página com detalhes sobre a DTV+ e um link no qual será possível verificar os produtos disponíveis e comprá-los. Depois da Copa, algumas TVs deverão sair da fábrica com a antena de recepção da DTV+ embutida, o que eliminará a necessidade do “set-top box” para quem adquirir novos televisores. Bardini diz que a experiência com a nova tecnologia também é enriquecedora para os anunciantes, que têm a possibilidade de conhecer mais a fundo o consumidor. Como a conexão é feita pelo Globo ID, que tem mais de 144 milhões de cadastros, os hábitos de consumo de navegação são detalhados, abrindo o leque de ofertas customizadas para os espectadores. Ela cita como exemplo de interação uma ferramenta disponível em São Paulo que permite que a audiência dos telejornais locais acompanhe na tela da TV a situação das linhas de metrô em tempo real. “A TV aberta gratuita que entrega para todo mundo entretenimento, jornalismo e esporte com o nível de qualidade que entregamos é a nossa essência, é aquilo que fazemos. Essa tecnologia evoluiu para garantir que o nosso consumidor tenha a melhor experiência possível a partir do conteúdo do qual fazemos a curadoria”, afirma Bardini. Acrescenta que a evolução tecnológica de imagem e áudio era “natural”, mas que agora há um avanço na forma como a TV conhece o espectador e entrega experiências e publicidade. “A televisão sempre foi interativa. O que trazemos agora é colocar toda essa interatividade dentro da tela grande, em um espaço único.” A estreia da DTV+ no país também acontecerá por meio de 3 mil conversores distribuídos gratuitamente durante a Copa do Mundo nas praças onde o sinal estará disponível. Os equipamentos utilizados nesta fase serão disponibilizados sem custo para públicos selecionados, em uma iniciativa do Ministério das Comunicações, em conjunto com o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD), o Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV da Anatel (Gired), com apoio da Seja Digital, entidade sem fins lucrativos criada para operacionalizar a migração do sinal de TV analógico para o digital. “A proposta desta etapa é posicionar os receptores em ambientes estratégicos para validar, em condições reais de uso, aspectos técnicos da nova tecnologia, como qualidade de recepção, estabilidade do sinal, desempenho da interatividade e experiência do usuário”, diz o coordenador do módulo de mercado do Fórum SBTVD, Sergio E. Di Santoro Bruzetti. No varejo, as fabricantes brasileiras de eletrônicos Aquário e Intelbras iniciaram a pré-venda de kits de DTV+ a consumidores das três cidades onde o novo padrão estará disponível no mundial de futebol. Ambos são compatíveis com televisores que possuam entrada HDMI. A Aquário iniciou a pré-venda on-line de seu kit com antena interna, receptor e amplificadores de sinal em meados de maio por R$ 692,81. “Para ampliar a cobertura em pontos que podem ter sinal mais fraco, incluímos dois amplificadores”, informa o gerente de pesquisa e desenvolvimento da empresa, Roger Padovan. Segundo o engenheiro, a empresa comercializou 70% do lote inicial de 1.000 kits homologados pela Anatel. O kit da Intelbras tem preço sugerido de R$ 684,90. “Para garantir a melhor experiência de uso, recomendamos que a TV seja compatível com resolução 4K, permitindo aproveitar imagens mais nítidas, maior riqueza de detalhes e cores mais vibrantes”, disse a empresa, em nota.