Experimentos com rooibos sul-africano e uvas de universidade americana vão analisar os efeitos da microgravidade e da radiação espacial na germinação e no desenvolvimento das plantas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 África do Sul enviará sementes de rooibos à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) pela primeira vez — Foto: Pexels RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 09:03 Experimentos na ISS Testarão Cultivo de Alimentos no Espaço Experimentos inovadores testarão o cultivo de alimentos no espaço, enviando sementes de rooibos sul-africano e uvas da Universidade Texas A&M à Estação Espacial Internacional. O objetivo é analisar os efeitos da microgravidade e radiação na germinação e crescimento das plantas, visando futuras missões espaciais. Resultados podem revolucionar a agricultura extraterrestre. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Já imaginou tomar um chá ou até um vinho produzido a partir de plantas cujas sementes passaram pelo espaço? É justamente essa possibilidade que dois experimentos científicos pretendem investigar nos próximos anos. Enquanto a África do Sul enviará sementes de rooibos à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) pela primeira vez, pesquisadores da Universidade Texas A&M já preparam um estudo semelhante com sementes de uva para avaliar os impactos da radiação cósmica na agricultura do futuro. As sementes de rooibos, infusão sem cafeína produzida a partir de uma planta nativa da região de Cederberg, na África do Sul, serão lançadas em outubro e devem permanecer por pelo menos seis semanas em um nanolaboratório na estação espacial, ao lado de mais de uma dúzia de experimentos estudantis voltados à educação em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). O retorno à Terra está previsto entre dezembro e janeiro. Primeiras sementes africanas no espaço Segundo o Conselho Sul-Africano de Rooibos (SARC), será a primeira vez que uma espécie nativa da África do Sul — e do continente africano — viajará ao espaço. O objetivo é avaliar como a microgravidade e a radiação espacial afetam a germinação e o crescimento da planta. — Estas sementes serão as primeiras de uma espécie nativa da África do Sul, e as primeiras do continente africano, a irem para o espaço — afirmou o diretor do SARC, Dawie de Villiers, à AFP. Quem tem mais luas: Júpiter ou Saturno? Veja como ficou a nova lista 1 de 8 Mercúrio: nenhuma — Foto: NASA 2 de 8 Vênus: nenhuma — Foto: NASA X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Terra: 1 (nosso satélite natural, a Lua) — Foto: Reprodução 4 de 8 Marte: 2 (Fobos e Deimos) — Foto: NASA X de 8 Publicidade 5 de 8 Júpiter: 95 luas — Foto: NASA 6 de 8 Saturno: 274 luas — Foto: NASA X de 8 Publicidade 7 de 8 Urano: 28 luas — Foto: NASA 8 de 8 Netuno: 16 luas — Foto: NASA X de 8 Publicidade Descobertas recentes alteraram posições e mostram como a exploração espacial segue revelando surpresas Após o retorno, as sementes serão cultivadas ao lado de um grupo de controle que permaneceu na Terra para que estudantes comparem diferenças na germinação e no desenvolvimento das plantas. Segundo De Villiers, o estudo busca entender se essas espécies poderiam contribuir para a produção sustentável de alimentos em futuras missões espaciais. Atualmente, a África do Sul produz cerca de 22 mil toneladas de rooibos por ano, exportando parte da produção para mais de 50 países. Desde 2021, o produto possui indicação geográfica protegida na União Europeia. O mesmo princípio orienta uma pesquisa da Texas A&M, nos Estados Unidos. Um lote de sementes de uva será enviado à Estação Espacial Internacional, onde permanecerá por aproximadamente seis meses como parte da missão TAMU-SPIRIT (Plataforma Espacial Multiuso para Integração de Pesquisa e Tecnologia Inovadora). A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Aegis Aerospace, pretende transformar a estação em uma espécie de laboratório permanente para pesquisas científicas. Ao retornarem da órbita, as sementes serão plantadas em um vinhedo da Texas A&M AgriLife Research, onde cientistas irão comparar o desenvolvimento das videiras, a produção de uvas e possíveis alterações genéticas em relação a plantas cultivadas a partir de sementes que permaneceram na Terra. — Sem a proteção desenvolvida para o transporte, a radiação poderia comprometer a viabilidade das sementes — explicou Justin Scheiner, especialista em viticultura e professor associado de ciências hortícolas da Texas A&M. Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que a exposição prolongada à radiação espacial provoque mutações genéticas. Caso isso ocorra, as primeiras colheitas das videiras derivadas dessas sementes são esperadas entre quatro e cinco anos após o retorno da missão. Segundo a equipe, os resultados poderão abrir caminho para novas estratégias de produção agrícola em ambientes extraterrestres e, futuramente, até para a elaboração do primeiro vinho produzido a partir de plantas originadas de sementes que viajaram pelo espaço.
Do chá ao vinho: sementes serão enviadas ao espaço para testar cultivo de alimentos fora da Terra
Experimentos com rooibos sul-africano e uvas de universidade americana vão analisar os efeitos da microgravidade e da radiação espacial na germinação e no desenvolvimento das plantas








