Tendo como principal alvo as canetas emagrecedoras, assaltos a farmácias têm deixado mortos na cidade de São Paulo. Na cidade, conforme números da Secretaria da Segurança Pública estadual, foram 162 roubos e furtos nesses estabelecimentos nos primeiros cinco meses do ano, mais que um por dia. O número é semelhante ao observado no mesmo período do ano anterior (166).
Diante do cenário, os estabelecimentos reforçam a segurança com vigilantes, vistos na entrada das farmácias, em pé ou sentados em banquetas. Uns vestem uniforme de empresas, outros ficam sem identificação.
O uso de vigilantes já era comum na região da cracolândia, no centro, sobretudo para evitar os furtos de cosméticos expostos em prateleiras. Agora, o que se vê é uma expansão desse roteiro para outras partes da cidade, mudando a cena de locais antes vistos como mais seguros.
A Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias) afirma que a presença dos seguranças é uma prerrogativa das redes, que têm autonomia para decidir a forma de operação.
Em nota, a RD Saúde, que representa Raia e Drogasil, disse que, "embora não costume comentar seus protocolos de segurança, cabe esclarecer que os profissionais que fazem o monitoramento e a prevenção nas farmácias da companhia não atuam armados". Procurada, a Drogaria São Paulo não se pronunciou até a publicação do texto.









