O valor das apreensões de canetas emagrecedoras pela Receita Federal saltou de R$ 4 milhões para mais de R$ 80 milhões no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O valor é mais de 20 vezes superior ao registrado entre janeiro e junho de 2025.
O avanço ocorre em meio ao crescimento da entrada irregular desses medicamentos no país que não têm autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para serem comercializados no Brasil. Não foi informado, porém, a quantas unidades de canetas emagrecedoras corresponde esse valor.
Os dados foram apresentados durante o seminário Mercado Ilegal, realizado em Brasília por O Globo, Valor Econômico, Extra e CBN.
Segundo Erivelto Moysés Torrico Alencar, superintendente regional adjunto da 1ª Região Fiscal da Receita Federal, a entrada desses medicamentos no país está condicionada às regras da Anvisa. Produtos sem registro ou cuja comercialização não é autorizada pela agência não podem ingressar legalmente no território nacional.
"A concorrência desleal é prejudicial ao empresário, é prejudicial à economia, é prejudicial à sociedade, que muitas vezes adquire um produto sem qualidade alguma, sem segurança alguma, sem estar de acordo com as normas regulamentares dos órgãos competentes", afirmou.







