A imagem de sua colega de trabalho sendo morta a tiros segue vívida na cabeça de Humberto Maciel, 26. Era o turno da madrugada em fevereiro, numa farmácia da zona norte de São Paulo, quando dois homens anunciaram um assalto, em busca de canetas emagrecedoras.
Humberto, atendente de uma loja da rede Drogaria São Paulo, e a farmacêutica Karina Ribeiro, 38, eram os únicos funcionários trabalhando naquele momento. Nos corredores, havia dois clientes. Um deles, um policial, reagiu ao assalto, mas acabou atingindo Karina.
"Eu corri e me escondi atrás do balcão. Quando virei, só vi a Karina no chão", lembra Humberto. Karina morreu ali mesmo.
A morte foi o estopim de um cenário que já era de pavor para Humberto e seus colegas de profissão, diante de uma onda duradoura de assaltos a farmácias pelo Brasil que explodiu diante da popularidade dos medicamentos para emagrecer.
As canetas emagrecedoras viraram alvo do desejo porque oferecem uma perda de peso rápida e eficaz. Mas o custo é alto. Uma unidade de Mounjaro, por exemplo, na dosagem mais baixa, custa a partir de R$ 1,4 mil nas farmácias.






