Quando as primeiras notas de Ludwig Minkus ecoaram no palco principal do Centreventos Cau Hansen, a plateia precisou escolher para onde olhar. No palco, 120 bailarinos davam início a "Don Quixote". No fosso, logo à frente deles, cerca de 80 músicos da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás executavam ao vivo a trilha do balé. O Festival de Dança de Joinville transformava, assim, sua noite de abertura, nesta segunda-feira (20), em um espetáculo de protagonismo dividido entre dança e música.
Em vez de esconder a orquestra sob o palco, como costuma acontecer nos teatros, a produção deixou os músicos visíveis. Assim, bastava desviar o olhar por alguns segundos para acompanhar o trabalho das cordas, dos sopros e da percussão, sob a regência de Eliseu Ferreira, antes de voltar aos bailarinos.
A cerimônia de abertura começou com atraso. Prevista para as 19h, só teve início às 19h37, com discursos do presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville, Ely Diniz, da prefeita Rejane Gambin (Novo) e da vice-governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm (PL), natural da cidade.
A prefeita, que é jornalista, foi durante muito tempo a voz oficial do festival, função agora desempenhada por uma inteligência artificial treinada para reproduzir seu timbre.













