A pouco mais de cinco meses da cobrança efetiva dos tributos criados pela reforma tributária (IBS e CBS), prevista para 1º de janeiro de 2027, cinco entidades do setor de tecnologia da informação e comunicação enviaram ao Ministério da Fazenda, à Receita Federal e ao CGIBS (Comitê Gestor do IBS) um ofício dizendo que a concretização do novo modelo está em risco.
Existem indefinições regulatórias e operacionais importantes que comprometem o desenvolvimento dos sistemas necessários para a entrada em vigor da reforma, afirmam no documento Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software), Afrac (Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços), Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais), Fenainfo (Federação Nacional das Empresas de Informática) e P&D Brasil (Associação de Empresas de Desenvolvimento Tecnológico Nacional e Inovação).
Essas entidades representam empresas responsáveis por desenvolver, integrar e operacionalizar os sistemas fiscais usados por milhões de contribuintes. Segundo elas, ainda faltam definições, por exemplo, sobre a integração entre os sistemas da Receita Federal e do CGIBS, o funcionamento do split payment (novo mecanismo de arrecadação dos tributos) e a regulamentação do Imposto Seletivo (o "imposto do pecado") e do Simples Nacional.










