Eleições 2026
Desde 2006, Minas Gerais ocupa posição estratégica para o Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais. Naquele ano, consolidou-se uma mudança importante no padrão de distribuição dos votos no Brasil. Até então, o candidato vencedor costumava obter maioria na maior parte dos estados. A partir daquele pleito, porém, a disputa passou a apresentar forte regionalização: o PT consolidou sua hegemonia nas regiões Norte e Nordeste, enquanto PSDB e, posteriormente, PSL e PL passaram a concentrar sua força no Sul e em São Paulo. Com o segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais tornou-se um estado decisivo nesse novo arranjo.
Essa centralidade decorre, em grande medida, de sua heterogeneidade regional. Minas sintetiza, em seu território, diferentes padrões de comportamento eleitoral observados no restante do País. O Triângulo Mineiro guarda semelhanças com o interior paulista; o Norte de Minas aproxima-se da Bahia; e a Zona da Mata apresenta características políticas semelhantes às do Rio de Janeiro. Não por acaso, os candidatos do PT venceram quatro das últimas cinco eleições presidenciais no estado.
Historicamente, o partido concentra seus melhores desempenhos no Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. Em 2022, somaram-se a essas regiões o Campo das Vertentes e parte da Zona da Mata, impulsionados pela liderança da prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão. Naquele pleito, Lula também venceu no Triângulo Mineiro, mesmo sendo derrotado em São Paulo. Em contrapartida, encontrou grandes dificuldades na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde Jair Bolsonaro venceu em 33 dos 34 municípios, incluindo Belo Horizonte, Contagem e Betim. Lula triunfou apenas em Ribeirão das Neves.







