Legenda tenta formar aliança com siglas de esquerda e centro-esquerda no Estado Deputada estadual Leninha, presidente do PT em Minas Gerais — Foto: Willian Dias/ALMG O PT de Minas Gerais reúne-se na tarde desta segunda-feira (20) com outros partidos para definir o nome que deve concorrer como vice na chapa para o governo estadual, encabeçada pelo deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias. A presidente do PT em Minas Gerais, deputada Leninha, confirmou agendas com o PV e PcdoB, PSB, MDB e a federação Rede/Psol. "Nós queremos fazer uma ampla aliança em Minas Gerais. Nós vamos fazer uma conversa agora à tarde com a federação, que já tem sinalizado que a nossa escolha para representar o nosso projeto foi muito bem feita. O encontro seguinte é com o PSB. Estamos conversando com o MDB também e com a federação Rede Psol", afirmou Leninha. O anúncio oficial da pré-candidatura de Patrus ocorreu hoje. A deputada acrescentou que as conversas com o PSB estão em fase "bastante avançada". "Quem sabe a gente consiga repetir em Minas a dobradinha nacional?", disse a deputada. O PSB tem como nomes possíveis para concorrer ao governo de Minas Gerais o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, o empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Josué Gomes da Silva e o ex-senador Clésio Andrade. Segundo fontes próximas, o nome de Jarbas Soares seria o mais cotado para vice de Patrus. Leninha disse que o PT não faz objeção a nenhum dos nomes propostos pelo PSB. "O partido tem autonomia para trazer o melhor nome que estiver lá para compor essa chapa", assegurou. O PT também deve buscar com partidos aliados indicação para concorrer ao Senado. A legenda tem confirmado o nome da ex-prefeita de Contagem Marília Campos para concorrer para senadora. Entre as legendas com as quais o PT negocia atualmente, apenas o Psol já definiu a pré-candidatura ao Senado da ex-deputada federal Áurea Carolina. Patrus Ananias salientou que o partido pretende formar uma ampla aliança, reunindo partidos de esquerda e centro-esquerda no Estado, para aumentar a possibilidade de vitória. "Nós temos um tempo para conversarmos e constituirmos uma chapa competitiva, democraticamente forte, que mantém os compromissos que nós temos. Uma chapa comprometida com as nossas causas históricas, democráticas, éticas, sociais, mas, ao mesmo tempo, uma chapa competitiva. Estamos caminhando nesse sentido", disse Patrus.