Eleições 2026

O deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) não foi a primeira escolha do presidente Lula (PT) para o governo de Minas Gerais. Também não foi a segunda ou a terceira. Sua pré-candidatura surgiu depois que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) refugou, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) recusou o convite e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) disse não, além do fracasso das conversas com outros partidos. Chamar Patrus de plano D é até uma gentileza.

Antes de ser a opção tardia do PT, Patrus foi prefeito de Belo Horizonte, ministro de Lula, professor e advogado de movimentos populares. Fala sem pressa, com uma oratória que mistura sala de aula e reunião de bairro, e costuma ouvir o interlocutor antes de responder. No dedo da mão esquerda, usa um anel de tucum, símbolo adotado por setores católicos ligados à Teologia da Libertação como símbolo de compromisso com os pobres, os povos indígenas e as lutas populares.

Patrus participou de pastorais sociais e diz que sua formação política tem em Jesus uma referência fundamental. No vídeo de apresentação da pré-candidatura, divulgado nesta segunda-feira, 20, destacou sua formação cristã. Aos 74 anos, pertence a uma geração anterior às alianças que mudaram o PT mineiro para pior neste século.