Cereais matinais, iogurtes, macarrão instantâneo, carne processada, sorvete, pão de forma… Cada refeição diária representa uma nova oportunidade para colocar no prato algum tipo de alimento ultraprocessado. Em geral, suas composições possuem elevados índices de gorduras, açúcares e sódio, substâncias capazes de produzir importantes impactos em qualquer organismo.
Desenvolvidos pela indústria após a Segunda Guerra Mundial, os alimentos ultraprocessados são recheados de corantes, adoçantes, emulsificantes e estabilizantes que lhes conferem certas características mais atraentes e prolongam sua vida útil nas prateleiras dos supermercados.
Atualmente, os alimentos ultraprocessados respondem por até 58% da ingestão calórica diária em países de alta renda, e nas economias emergentes estão perto de 30%. Ou seja, cada vez mais, estão ocupando o lugar da comida "de verdade", como frutas, legumes e verduras.
Essa mudança tem trazido consequências. O hábito de "desembalar mais e descascar menos" está acompanhado pelo aumento da incidência de doenças inflamatórias intestinais (DIIs), inclusive em regiões historicamente caracterizadas por uma baixa prevalência, como é o caso de países da América Latina, Ásia e África. As DIIs são condições crônicas que causam inflamação no trato gastrointestinal. Entre as mais comuns estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.








