Após o recesso parlamentar, o Planalto terá pouco mais de duas semanas para tentar destravar propostas no Congresso antes do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Lula em visita ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira — Foto: Domingos Peixoto RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/07/2026 - 11:29 Governo Lula busca aprovação de projetos chave antes das eleições O governo Lula corre contra o tempo para aprovar projetos prioritários no Congresso antes da campanha eleitoral, que começa em 16 de agosto. Entre as pautas estão o fim da escala 6x1 e a Política Nacional dos Minerais Críticos. A PEC da Segurança Pública e o projeto contra misoginia também são prioridades, mas enfrentam resistência no Senado. Com apenas duas semanas após o recesso parlamentar, o desafio é grande devido ao envolvimento dos parlamentares nas eleições. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O recesso parlamentar inaugurou uma corrida contra o tempo para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto o Congresso permanece sem atividades legislativas, a articulação política faz as contas para o segundo semestre: entre a retomada dos trabalhos, em 1º de agosto, e o início oficial da campanha eleitoral, no dia 16, o Planalto terá pouco mais de duas semanas para tentar destravar parte de sua agenda antes que deputados e senadores mergulhem de vez nas disputas eleitorais. A avaliação entre parlamentares é que dificilmente haverá tempo para votar todas as matérias que ficaram pendentes no primeiro semestre. Além do calendário apertado, líderes partidários estarão envolvidos nas convenções e na montagem dos palanques estaduais, enquanto deputados e senadores candidatos tendem a intensificar as viagens aos seus redutos eleitorais. Nos bastidores, a expectativa é que Câmara e Senado concentrem esforços em um número reduzido de propostas até o início da campanha. Já durante o período eleitoral, ocorra um esvaziamento total em Brasília. Neste contexto, o governo tenta calibrar suas apostas finais. Uma das principais propostas do Planalto é a PEC que acaba com a escala 6x1, transformada em bandeira do governo para as eleições deste ano. O texto foi aprovado pela Câmara no fim de maio, após forte articulação do Palácio do Planalto e do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), mas permanece parado no Senado à espera de despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre argumenta que o Senado não pode atuar como mera instância revisora das decisões da Câmara e defende que a proposta seja debatida com representantes de trabalhadores e do setor produtivo antes do início da tramitação, sem que a discussão seja contaminada por interesses eleitorais. Outra frente considerada estratégica é o projeto que cria a Política Nacional dos Minerais Críticos. Aprovado pela Câmara em maio, o texto ganhou ainda mais relevância após integrantes do governo americano demonstrarem interesse nas reservas brasileiras de terras raras durante as negociações sobre o tarifaço imposto por Washington. O Planalto considera a proposta essencial para reforçar a soberania nacional sobre esses recursos e pretende aprová-la no Senado ainda antes do avanço da campanha. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), já afirmou que a matéria estará entre as prioridades da articulação política no segundo semestre. O principal foco de resistência está na criação do Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos, órgão que poderá analisar investimentos e operações no setor e que é criticado pela oposição por ampliar a participação do Executivo. Também integram a pauta prioritária do Planalto a PEC da Segurança Pública e o projeto que endurece as punições para casos de misoginia. A primeira foi aprovada pela Câmara, mas aguarda há meses o início da tramitação no Senado. O segundo já passou pelo Senado e está sob análise dos deputados, que aprovaram seu regime de urgência no início do mês, abrindo caminho para uma votação mais célere. A proposta, no entanto, enfrenta resistência de parte da bancada de direita, que argumenta que a equiparação de seus crimes aos previstos na Lei do Racismo pode gerar insegurança jurídica.