Faltando exatamente um mês para o início do recesso parlamentar, em 17 de julho, o governo Lula (PT) concentra sua articulação em três propostas consideradas estratégicas para o segundo semestre: a PEC que acaba com a escala 6×1, o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e a PEC da Segurança Pública.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a aprovação dessas matérias antes da pausa ajudaria o governo a encerrar o semestre com uma agenda positiva no Congresso. O avanço dos projetos, porém, esbarra em um obstáculo: a deterioração da relação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Integrantes do governo e lideranças da base reconhecem que as três propostas dificilmente avançarão sem uma reaproximação entre os dois. O entendimento é que Alcolumbre mantém sob seu controle o ritmo de tramitação das matérias e que a definição de prazos, relatores e calendários depende diretamente de um entendimento entre o Planalto e o comando da Casa.
O distanciamento ganhou força após a rejeição, em abril, da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A derrota expôs fragilidades da articulação governista e aprofundou o desgaste entre Lula e Alcolumbre, que já vinham acumulando divergências sobre a condução da pauta.









