Meu pai tem o hábito de imaginar o pior cenário possível em qualquer situação —real ou imaginária, padrão de pensamento que os terapeutas chamam de "catastrofismo".

Sempre que me visita, faz uma inspeção minuciosa da minha casa, seguida de declarações sombrias. Recentemente, saiu do meu porão e sentenciou: "Garanto que está mofado. Mande inspecionar o cômodo imediatamente, ou isso vai ser seu funeral."

Não imagino meu funeral com tanta frequência quanto meu pai —mas, quando estou estressada, minhas preocupações também aumentam.

Um método que uso para controlar meus pensamentos em turbilhão foi desenvolvido por Martin Seligman, diretor do Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia e uma das principais autoridades em felicidade. Ele estuda como as pessoas desenvolvem resiliência, e descobriu que a forma como descrevemos nossas dificuldades para nós mesmos pode influenciar a maneira como as encaramos.

Ao longo de décadas de pesquisa, Seligman desenvolveu um modelo de três elementos que as pessoas podem usar para interpretar os desafios da vida: permanência, generalização e controle. Acho útil fazer uma pergunta sobre cada um deles quando sinto que estou perdendo o domínio de uma situação.