Comunicado confirma pena pelo Supremo Tribunal, mas não detalha data da prisão nem do julgamento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Irã detém cerca de 3 mil em protestos; países do Golfo, assim como Turquia e Paquistão, temem as consequências de um eventual ataque dos Estados Unidos ao regime iraniano dos aiatolás — Foto: Ahmad Al-Rubaye/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/07/2026 - 09:04 Irã enforca dois homens por mortes de policiais em protestos O Irã executou por enforcamento dois homens, Erfan Esfandiari e Gol-Mohammad Mohammadi, acusados de matar policiais durante protestos contra o governo no início do ano. A Justiça iraniana afirma que os dois filmaram e divulgaram o crime. As manifestações, iniciadas por aumentos no custo de vida, resultaram em milhares de mortes. As execuções no Irã aumentaram, com 1.639 pessoas executadas em 2025, segundo ONGs. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Justiça iraniana anunciou neste domingo a execução por enforcamento, ao amanhecer, de dois homens apresentados como responsáveis pela morte de policiais durante as manifestações contra o governo que abalaram o país em dezembro e janeiro. Segundo o Judiciário, Erfan Esfandiari e Gol-Mohammad Mohammadi "amarraram policiais a uma placa de trânsito com cordas, os feriram com pedradas, jogaram gasolina sobre eles e atearam fogo" em Isfahan, no centro do país. A acusação afirma que os dois homens executados haviam "filmado a cena do assassinato e transmitido as imagens para emissoras de televisão" no exterior. Esfandiari e Mohammadi foram executados neste domingo, após a confirmação da pena pelo Supremo Tribunal, informou a Justiça em comunicado que não detalha nem a data da prisão dos dois nem a data do julgamento. Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã 1 de 12 ANTES: Estruturas no quartel-general da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 2 de 12 DEPOIS: em várias estruturas no quartel-general da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 ANTES: base de mísseis em Garmdarreh, a leste da cidade de Karaj — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 4 de 12 DEPOIS: base de mísseis em Garmdarreh, a leste da cidade de Karaj — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 5 de 12 ANTES: guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 6 de 12 DEPOIS: consequências dos ataques aéreos à guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 7 de 12 DEPOIS: consequências dos ataques aéreos à guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 8 de 12 Impacto nas instalações de drones no Aeroporto de Chabahar, em Konarak — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 9 de 12 Danos também em Konarak, no Aeroporto Internacional — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 10 de 12 Base Naval de Konarak: navios destruídos e afundando, além de vários prédios alvejados — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 11 de 12 ANTES: Sistema de radar, Base Aérea de Zahedan — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 12 de 12 DEPOIS: Sistema de radar destruído, Base Aérea de Zahedan — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade Registros divulgados pela empresa de monitoramento Vantor mostram a extensão dos danos em bairros de Teerã após dias de bombardeios, enquanto o número de mortos no Irã já chega a pelo menos 787. Protestos contra governo No fim de dezembro, um movimento de protesto inicialmente desencadeado pelo aumento do custo de vida transformou-se rapidamente em grandes manifestações contra o governo, que atingiram seu auge nos dias 8 e 9 de janeiro. O governo iraniano contabilizou mais de 3 mil mortos, atribuindo a violência a "atos terroristas" orquestrados pelos Estados Unidos e por Israel. Organizações não governamentais sediadas no exterior, por sua vez, afirmaram que a repressão provocou milhares de mortes. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia ameaçado, na ocasião, intervir militarmente no Irã. Israel e os Estados Unidos lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque conjunto contra a República Islâmica, desencadeando a guerra no Oriente Médio. Desde então, as prisões e execuções têm se multiplicado no país, relacionadas tanto ao conflito quanto às manifestações ocorridas no início do ano. As autoridades executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, um número recorde desde 1989, segundo as ONGs Iran Human Rights, com sede na Noruega, e Ensemble contre la peine de mort (ECPM), sediada em Paris.