Governo divulgou foto de torcedor cuja camisa trazia o rosto do aiatolá Khamenei, alvo de ataque americano neste ano. Torcida também homenageou mortos em ataque a escola 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedores do Irã exibem os dizeres 'Minab 168', em referência a mortos após bombardeiro dos EUA no país — Foto: JAMIE SQUIRE/Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 23:11 Tensão Geopolítica Marca Estreia do Irã na Copa do Mundo Durante a estreia do Irã na Copa do Mundo contra a Nova Zelândia, a imprensa estatal iraniana destacou homenagens a "mártires" e ao aiatolá Khamenei, morto por ataque dos EUA. Torcedores exibiram bandeiras da República Islâmica e da Palestina, enquanto a bandeira pré-revolução islâmica, símbolo da oposição, também apareceu, gerando discórdia. O conflito Irã-EUA ameaça a participação iraniana na Copa de 2026. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em meio a uma batalha de bandeiras iranianas nas arquibancadas do Sofi Stadium, durante a partida entre Irã e Nova Zelândia nesta segunda-feira, a imprensa estatal iraniana fez questão de destacar homenagens feitas por torcedores a "mártires" do país na guerra contra os EUA. A agência estatal IRNA divulgou imagens de um torcedor, momentos antes da estreia da seleção iraniana na Copa do Mundo, usando uma camisa que homenageava o aiatolá Khamenei, morto em um bombardeio americano no início deste ano. Imagem divulgada pela agência estatal IRNA mostra torcedor com camisa em homenagem ao aiatóla Khamenei antes de Irã x Nova Zelândia, pela Copa do Mundo de 2026 — Foto: Reprodução/Internet Em outra cena captada nas arquibancadas do estádio, torcedores exibiram cartazes com os dizeres "Minab 168", em referência ao número de vítimas de um ataque a bombas dos EUA em uma escola em Minab, no sul do país. As manifestações pró-regime nas arquibancadas do Sofi Stadium dividiram espaço com o uso da bandeira pré-revolução islâmica por dezenas de torcedores. Antes da partida, a Federação Iraniana de Futebol chegou a exigir que a Fifa vetasse a bandeira, usada por opositores do atual regime iraniano. O Irã está em guerra com os EUA, um dos países-sede da Copa de 2026, desde o início do ano, e o conflito chegou a ameaçar a participação dos iranianos no torneio. Em mais de uma oportunidade, a federação iraniana ameaçou abrir mão de sua vaga, em meio a dificuldades de sua delegação e de torcedores para obter vistos de entrada em solo americano. A agência estatal IRNA destacou a presença de torcedores usando a "bandeira sagrada da República Islâmica do Irã" nas arquibancadas do Sofi Stadium, ignorando a presença de dissidentes. Outro destaque foi para a presença da bandeira da Palestina, que trava um longo conflito com Israel, cujo governo também é adversário do regime iraniano. "Um grande pedaço das arquibancadas do estádio estava ocupado por torcedores iranianos, que apoiavam a seleção nacional com a bandeira sagrada da República Islâmica do Irã. Entre os torcedores presentes, a bandeira da Palestina também estava visível, e alguns torcedores iranianos entraram no estádio segurando esta bandeira", disse a agência estatal. Já a bandeira pré-revolução islâmica, que tem no centro um leão e um sol, foi abandonada pelo atual regime iraniano em 1979, mas acabou abraçada pela oposição iraniana no exílio. E apareceu na partida desta segunda-feira, apesar da proibição da Fifa. Embora as cores da bandeira — verde, branco e vermelho — e as faixas horizontais sigam um padrão similar desde o início do Século XX, o que está no centro dela é a causa da discórdia. Até 1979, a bandeira trazia o leão e o sol, um símbolo originado na Pérsia Antiga e com milhares de anos de história. Após a instauração da República Islâmica, em fevereiro de 1979, o leão e o sol permaneceram temporariamente (mas sem uma coroa que representava o regime comandado pela dinastia Pahlevi). Em 1980, foi adotado o modelo atual, com o novo brasão da República e o takbir islâmico (“Allah é Grande”) escrito 22 vezes nas faixas. É essa a bandeira usada em competições oficiais há quase 50 anos, e é a única reconhecida pela Fifa. Mas para a diáspora iraniana — são mais de 750 mil nos EUA —, ela é o símbolo de um regime que reprime sua população, mata seus dissidentes e que, hoje, não os representa. Por isso, a antiga bandeira dos tempos da dinastia Pahlevi, deposta pela revolução de 1979, predomina nos atos contra a República Islâmica no exterior.
Imprensa estatal do Irã mostra homenagens a 'mártires' e a aiatolá morto pelos EUA em estreia na Copa do Mundo
Governo divulgou foto de torcedor cuja camisa trazia o rosto do aiatolá Khamenei, alvo de ataque americano neste ano. Torcida também homenageou mortos em ataque a escola









