Manifestações nacionais contra o governo foram reprimidos na maior ofensiva do tipo da história da República Islâmica, durante a qual as forças de segurança mataram milhares de manifestantes Manifestantes queimam fotos do Líder Supremo do Irã , o Aiatolá Ali Khamenei, em frente à embaixada iraniana durante um protesto em apoio aos protestos nacionais no Irã , em Londres, Grã-Bretanha — Foto: REUTERS/Toby Melville O Irã executou dois homens por envolvimento nos protestos nacionais de janeiro, informou a mídia estatal nesta terça-feira, em meio a uma série de condenações à morte que, segundo grupos de direitos humanos, vêm sendo aplicadas desde o início da guerra com os Estados Unidos. Abolfazl Sepahi-Badjani e Amirhossein Safari-Hosseinabadi foram acusados de participar da morte de quatro integrantes das forças de segurança na Praça Alikhani, em Isfahan, em 8 de janeiro, informou a Mizan, agência de notícias do Judiciário iraniano. Os protestos nacionais contra o governo foram reprimidos na maior ofensiva do tipo da história da República Islâmica, durante a qual as forças de segurança mataram milhares de manifestantes. Desde então, a pressão sobre o Irã aumentou ainda mais em meio aos cinco meses de guerra que as autoridades em Teerã consideram uma ameaça existencial. Um grupo de especialistas das Nações Unidas informou em comunicado divulgado na segunda-feira, antes do anúncio das execuções de Sepahi-Badjani e Safari-Hosseinabadi, que ao menos 24 pessoas haviam sido executadas por crimes relacionados aos protestos de janeiro. Pelo menos 12 dos condenados por envolvimento no caso da Praça Alikhani receberam pena de morte, segundo os especialistas da ONU. Dois deles, Erfan Esfandiari e Gol Mohammad Mohammadi, foram executados em 19 de julho, informou a Mizan. Os especialistas da ONU afirmaram que os 12 foram condenados à morte em uma única audiência, realizada a portas fechadas e sem esclarecimentos sobre a responsabilidade individual de cada réu, o que, segundo eles, viola os padrões de um julgamento justo. A Human Rights Watch afirmou nesta semana que pelo menos 50 pessoas foram executadas nos últimos quatro meses com base no que classificou como acusações vagas relacionadas à segurança nacional. A missão permanente do Irã em Genebra não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters. Teerã já negou anteriormente acusações de abusos contra prisioneiros. Ao longo da guerra, as autoridades iranianas advertiram repetidamente contra qualquer retomada de protestos antigoverno, ao mesmo tempo em que afirmam que a população permanece unida em apoio à República Islâmica. As ameaças dos EUA de atacar o Irã começaram em 2 de janeiro, quando o presidente Donald Trump advertiu as autoridades iranianas a não atirarem contra manifestantes, afirmando que os EUA estavam "prontos para agir". A campanha militar de Washington e de Israel começou em 28 de fevereiro, com ataques que mataram o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, desencadeando meses de guerra. Os principais combates foram interrompidos por um acordo de trégua em junho, mas foram retomados neste mês com uma campanha aérea de duas semanas, agora suspensa por Trump. No sábado, o presidente advertiu que os ataques americanos serão retomados caso as negociações não resultem em um acordo.
Irã executa dois homens por participação em protestos de janeiro
Manifestações nacionais contra o governo foram reprimidos na maior ofensiva do tipo da história da República Islâmica, durante a qual as forças de segurança mataram milhares de manifestantes








