Especialistas ouvidos pela Folha se dividem sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de vetar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições 2026 ou divulgue manifestos.
Parte deles entende que a decisão é bem fundamentada, uma vez que Bolsonaro teve os direitos políticos suspensos com o trânsito em julgado da condenação por liderar uma tentativa de golpe. Outra parte entende que as novas medidas foram amplas e proibitivas demais.
Na sexta-feira (17), Moraes proibiu as visitas a Jair Bolsonaro com finalidade política-eleitoral, até o término das eleições gerais, e a divulgação de manifestos políticos-eleitorais por qualquer meio, inclusive por intermédio de terceiros.
O juiz também suspendeu o direito de visita a Bolsonaro por trinta dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados. O magistrado manteve a proibição de visita por noventa dias do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em razão de descumprimento de medida cautelar no dia 11 de julho, quando o político divulgou carta do pai aos brasileiros.
Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmaram entender que o gesto violou medidas cautelares de Bolsonaro. O ex-presidente está proibido de usar "celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa", utilizar as redes sociais e gravar vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros.










