O MPF (Ministério Público Federal) informou nesta sexta-feira (17) que pediu à Justiça a suspensão do programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio, que intensificou a fiscalização sobre ambulantes nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, na zona sul.

A ação civil pública também cobra que União e município elaborem, de forma conjunta e participativa, um planejamento para a gestão desses espaços.

O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) reagiu neste sábado (18) nas redes sociais e fez críticas ao procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Julio Araujo, responsável pela ação.

Cavaliere afirmou que o procurador tem uma postura "meramente ideológica", que estaria "defendendo o indefensável" e que o MPF se omitiu diante de denúncias sobre a atuação do crime organizado.

O programa foi anunciado na semana passada pelo prefeito e iniciado na quinta-feira (16). Segundo a prefeitura, facções criminosas estariam explorando vendedores irregulares e cobram taxas de R$ 200 a R$ 300 pelo uso do espaço no calçadão.