PUBLICIDADE Manifestação tem participação de vendedores em motos elétricas usadas para transportar mercadorias pela orla 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Camelôs fazem protesto e fecham pistas da Avenida Atlântica — Foto: Domingos Peixoto/ Agência o Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 18:29 Camelôs protestam contra Tolerância Zero e fecham Avenida Atlântica Camelôs protestaram contra a operação Tolerância Zero da Prefeitura do Rio, fechando duas faixas da Avenida Atlântica, em Copacabana. A manifestação, que contou com vendedores usando motos elétricas, destacou a insatisfação com a repressão ao comércio irregular. A ação da prefeitura, iniciada nesta quinta, visa coibir infrações na orla, resultando em apreensão de mercadorias e fiscalização intensa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dezenas de camelôs fecharam duas faixas da Avenida Atlântica, no sentido Leme, na altura do posto 4, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no fim da tarde desta quinta-feira, em protesto contra a operação Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio. A manifestação começou por volta das 17h40 e é acompanhada de perto por policiais militares em motos e viaturas. Apenas uma faixa da via permanece liberada para a passagem de veículos, o que provoca retenções no trânsito da região. A manifestação conta com dezenas de motos elétricas, utilizadas pelos vendedores para transportar mercadorias pela orla. Durante o ato, os participantes entoaram palavras de ordem como: "somos trabalhadores, não criminosos"; "sou camelô, sou seu amigo. Mexeu com eles, mexeu comigo"; "ão, ão, ão, o camelô não é ladrão", e "queremos trabalhar ". Policiais acompanham protestos de camelôs em Copacabana — Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo O protesto contrasta com o cenário observado pela equipe do GLOBO pouco antes, em outro trecho da praia. Em frente ao Copacabana Palace, o calçadão permaneceu sem ambulantes durante toda a tarde, sob fiscalização de agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e com policiamento ostensivo. Imagens registradas por drone mostram a orla livre de vendedores no local. — Fomos proibidos de trabalhar. O que queremos é poder trabalhar de forma organizada. Desde ontem, por volta das 22h, eles começaram a recolher toda a nossa mercadoria — afirmou Júlio César Viana, de 43 anos, que vende camisas e bolas de futebol na altura do Posto 3 para custear a faculdade de Medicina. Camelôs que trabalham em praias fazem manifestação na Zona Sul do Rio A operação Tolerância Zero começou na madrugada desta quinta-feira, com a instalação de grades nos acessos às praias da Zona Sul e o reforço da fiscalização para coibir o comércio ambulante irregular e outras infrações na orla. No primeiro dia da ação, a equipe do GLOBO mostrou como a medida alterou a rotina de Copacabana, com a retirada de vendedores de alimentos tradicionais, como milho e queijo coalho, apreensões de mercadorias e reforço da presença de agentes públicos ao longo da orla.