Manifestação contra a fiscalização do comércio irregular interditou trecho da Avenida Presidente Vargas; município afirma que seguirá com a medida nas praias da Zona Sul 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 oliciais militares utilizaram bombas de efeito moral para dispersar manifestantes durante protesto de ambulantes em frente à Prefeitura do Rio, no Centro da cidade — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 08:59 Confronto entre ambulantes e polícia marca protesto no Rio de Janeiro Protesto de ambulantes no Centro do Rio terminou em tumulto e uso de bombas de efeito moral pela polícia, após interdição da Avenida Presidente Vargas. A manifestação foi contra a fiscalização rigorosa na orla da Zona Sul, mas a Prefeitura mantém o programa 'Tolerância Zero' contra comércio irregular, amparado por legislação que protege a área. Algumas atividades, no entanto, seguem permitidas por leis específicas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Prefeitura do Rio afirmou que manterá a implantação do programa Tolerância Zero contra o comércio ambulante irregular na orla da Zona Sul, apesar do protesto de ambulantes que terminou em confusão no Centro da cidade, com interdição de parte da Avenida Presidente Vargas e uso de bombas de efeito moral pela Polícia Militar. A manifestação foi realizada na quarta-feira (8) por trabalhadores que protestavam contra a política de fiscalização adotada pelo município nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. O ato provocou impactos no trânsito da região após a interdição de parte da principal via do Centro. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar, equipes do 4º BPM acompanhavam a manifestação quando um grupo de pessoas tentou interditar a via. Ainda de acordo com a corporação, alguns manifestantes tentaram danificar um veículo que trafegava pelo local, tornando necessário o emprego de armamento de menor potencial ofensivo para conter a situação e restabelecer a ordem. A ocorrência seguia em andamento no momento da divulgação da nota da PM. Apesar do protesto, a Prefeitura informou que dará continuidade ao programa Tolerância Zero para combater a exploração irregular do espaço público na orla da Zona Sul. O município destaca que a ação é respaldada pela Lei nº 1.272/1988, que declara área de proteção ambiental as orlas de Ipanema, Leblon e Copacabana e proíbe qualquer tipo de construção permanente, provisória ou desmontável destinada ao exercício de atividades comerciais, incluindo o comércio ambulante. A Prefeitura ressalta, no entanto, que algumas atividades econômicas seguem autorizadas por legislações específicas. É o caso dos barraqueiros de praia e dos ambulantes tiracolos, cuja atuação é prevista pela Lei nº 1.876/1992. Também permanecem autorizadas a Feira Noturna Turística de Copacabana, regulamentada pela Lei nº 3.613/2003, e a Feirarte da Praça do Lido, instituída pela Lei nº 1.533/1990.