Medida tem o objetivo de aumentar ordenamento e fiscalização sobre a cidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Guardas municipais operam drone alertando que atividades econômicas irregulares são proibidas na Praia de Copacabana — Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/07/2026 - 15:03 Prefeitura do Rio usa drones contra comércio irregular em Copacabana A Prefeitura do Rio de Janeiro implementou o programa Tolerância Zero, utilizando drones para fiscalizar o comércio irregular na orla de Copacabana. A iniciativa visa ordenar o comércio ambulante, mas enfrentou resistência, com camelôs protestando e o MPF acionando a Justiça para suspender a medida. A Fecomércio-RJ apoia o programa, destacando sua importância para o ordenamento urbano e fortalecimento do comércio formal. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O primeiro domingo de operação do programa Tolerância Zero levou um esquema reforçado de fiscalização às praias do Rio. Em um dia de sol, temperatura máxima de 33ºC e orla movimentada, agentes da prefeitura utilizaram drones para alertar sobre proibição do comércio irregular na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Com um autofalante imbutido, o equipamento anunciava que perímetro estava dentro do programa de ordenamento das praias. O Tolerância Zero começou a ser implementado na última quinta-feira na orla da Zona Sul com a proposta de ordenar as atividades de comércio ambulante. Mesmo com a fiscalização neste domingo, ainda havia camelôs ainda exibiam mercadorias no calçadão. Apesar da fiscalização, ambulante exibe mercadoria no calçadão de Copacabana — Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo Com o auxílio do drone, agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) faziam o aviso: "Atenção! Área do programa Tolerância Zero da Prefeitura do Rio de Janeiro. Atividades econômicas sem autorização são proibidas neste perímetro. Fiscalização permanente. Retire-se do local." Conflito entre poderes Desde que foi implementado, camelôs tem se organizado para protestar em Copacabana. O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal para pedir a suspensão da iniciativa. O órgão pediu ainda que União e município elaborem, em conjunto, um plano de gestão das praias capaz de conciliar o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a proteção dos direitos dos trabalhadores ambulantes. Na ação, o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, afirma que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon sem observar as normas federais que regulam a gestão desses espaços — a União é proprietária das praias marítimas. Ele afirma ainda que o programa prevê apreensões de mercadorias e restrições ao comércio ambulante sem que tenham sido implementadas políticas públicas de regularização da categoria. No último sábado, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere reagiu. Ele usou as redes sociais para publicar uma mensagem na qual afirmou esperar que a Justiça Federal ratifique a competência da Prefeitura do Rio para coibir irregularidades. "Que a Justiça Federal faça o seu papel e ratifique o óbvio: a competência constitucional da Prefeitura do Rio e do governo estadual para atuar no combate às irregularidades, ao crime organizado e na garantia da autoridade no espaço público", escreveu em um trecho da postagem. A Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) também saiu em defesa do Tolerância Zero, por entender que o ordenamento urbano é essencial para fortalecer o comércio formal, impulsionar o turismo e garantir um ambiente mais seguro e organizado para moradores, visitantes e empreendedores. "A Fecomércio RJ declara apoio à Prefeitura do Rio de Janeiro em relação ao Programa Tolerância Zero, contra a Exploração Irregular do Espaço Público, por entender que o ordenamento urbano é essencial para fortalecer o comércio formal, impulsionar o turismo e garantir um ambiente mais seguro e organizado para moradores, visitantes e empreendedores." diz a íntegra do documento. Tolerância Zero começa na orla do Rio 1 de 12 A artesã Thais Amém retira o seu material do calçadão de Copacabana, em frente à rua Sá Ferreira, após ordem dos Guardas Municipais — Foto: Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo 2 de 12 Quentinhas foram apreendidas no Leme — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Tolerância zero: Av. Atlântica amanhece com grades na esquina de Hilário de Gouveia — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo 4 de 12 A artesã Thais Amém retira os seu material do calçadão de Copacabana , em frente à rua Sá Ferreira , após ordem dos Guardas Municipais — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo X de 12 Publicidade 5 de 12 Ambulantes fazem manifestação contra o programa Tolerância Zero que a Prefeitura vai fazer na orla — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo. 6 de 12 Camelôs protestam na orla de Copacabana contra o programa Tolerância Zero — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo X de 12 Publicidade 7 de 12 Manifestação de ambulantes contra o programa da prefeitura — Foto: Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo. 8 de 12 Camelôs aproveitam último dia de calçadão — Foto: Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo X de 12 Publicidade 9 de 12 Policiamento reforçado em frente ao Copacabana Palace, onde está marcada manifestação dos ambulantes — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo 10 de 12 Manifestação de ambulantes contra o programa da prefeitura — Foto: Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo. X de 12 Publicidade 11 de 12 Manifestação. Ambulantes tomam a orla para protestar contra a medida — Foto: Domingos Peixoto / Agência O GLOBO 12 de 12 Na véspera. Camelôs estendem panos com suas mercadorias no calçadão de Copacabana: fiscalização ostensiva começa hoje — Foto: Domingos Peixoto / Agência O GLOBO X de 12 Publicidade
Tolerância Zero: preifetura utiliza drone para alertar sobre comércio irregular na orla do Rio
Medida tem o objetivo de aumentar ordenamento e fiscalização sobre a cidade
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