Programa ganha reforço de 220 agentes e chega a 69 pontos estratégicos dos três bairros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Choque de Ordem na orla. Mercadorias de ambulantes que costumavam ocupar o calçadão e foram forçados a descer para a faixa de areia em razão da operação — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo A Prefeitura do Rio anunciou, na manhã desta segunda-feira, a terceira fase do programa Tolerância Zero, que amplia a área de atuação da operação de ordenamento urbano na orla da Zona Sul. A partir desta quarta-feira, a fiscalização permanente passa a incluir novos trechos de Ipanema e Leblon, expandindo o território do programa para a Avenida Nossa Senhora de Copacabana e Avenida Rainha Elizabeth, em Copacabana; Rua Prudente de Morais, em Ipanema; e Avenida General San Martin, no Leblon. Com isso, a operação passa a abranger toda a orla entre o Leme e o Leblon. O dia ensolarado feito no domingo serviu como teste para este e outro programa da prefeitura: a implantação do Rio Rotativo na Lagoa Rodrigo de Freitas. Com relação ao Tolerância Zero, os efeitos eram visíveis. A fiscalização permanente contra o comércio irregular e outras infrações nas Praias do Leme ao Leblon resultou em calçadões vazios à beira-mar, como a muito tempo não se via. Já o sistema digital de cobrança de estacionamento, em substituição aos talonários vem funcionando bem. Contudo não consegue evitar que flanelinhas continuem fazendo a festa em outros pontos da cidade, com cobrança de até R$ 40 em outros pontos. O anúncio de ampliação do Tolerância Zero foi feito durante entrevista coletiva conduzida pelo prefeito, Eduardo Cavaliere, que apresentou os resultados das duas primeiras semanas do programa. Também participaram representantes de órgãos estaduais: o secretário de Governo, Roberto Leão; o secretário de Polícia Civil, Delmir Gouvea; o secretário de Polícia Militar, Sylvio Guerra; e o secretário municipal de Segurança Pública, Victor Cesar dos Santos. Com a terceira fase, o planejamento operacional também será reforçado. O programa passa a contar diariamente com 540 agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop), 52 guardas municipais, além do efetivo da Polícia Militar por meio do Proeis. Serão 140 policiais militares fixos, somados a mais 151 PMs nos dias úteis, 289 aos sábados e 263 aos domingos. Segundo a prefeitura, a nova etapa representa um aumento de 220 agentes em relação às fases anteriores. Outra novidade anunciada é a implantação de blitzes diárias para fiscalização de motocicletas, além da ampliação da operação para 69 pontos estratégicos distribuídos pela área de atuação do programa. — Estamos planejando uma licitação para comprar barracas novas para os trabalhadores da praia, seriam pelo 1200, que é o numero de ambulantes credenciados. Nos preocupamos com esse trabalhadores, mas tem que valer a lei — disse Cavaliere. Balanço da segunda fase Durante a coletiva, o secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior, apresentou um balanço da segunda fase da operação, iniciada em 23 de julho, quando a prefeitura passou a atuar em mais de 22 pontos considerados estratégicos para desarticular a cadeia logística do comércio irregular na orla. Segundo Belchior, as equipes realizaram ações na Galeria Hitz, no espaço Casa de Pedra, em Copacabana, além de um depósito clandestino localizado no bairro. As operações resultaram na apreensão de 15 toneladas de equipamentos e de 55 quilos de alimentos considerados impróprios para consumo, armazenados sem qualquer condição de segurança alimentar. De acordo com o secretário, a prefeitura estima que as ações nesses pontos específicos provoquem um prejuízo mensal de cerca de R$ 655 mil às organizações envolvidas na estrutura logística do comércio irregular. Ônibus do Rio viram 'sopa de letrinhas' com LECD, SV, SR e outras siglas; saiba o que significa cada uma Incêndio em viatura como retaliação Durante a apresentação, o secretário municipal de Segurança Pública, Victor Cesar dos Santos, também mencionou o incêndio criminoso contra uma viatura da Seop, ocorrido em Copacabana e atribuído a uma reação às ações do programa Tolerância Zero. Ao comentar a prisão dos dois envolvidos, o secretário afirmou que a prefeitura continuará diferenciando trabalhadores regulares de criminosos. Troca das escadas rolantes do Cristo Redentor começa nesta segunda-feira; veja o que muda para os visitantes — Trabalhador tem que ser tratado como trabalhador e vagabundo tem que ser tratado como vagabundo — pontuou. O secretário de Polícia Civil, Delmir Gouvea, afirmou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos no ataque. Segundo ele, os autores saíram da comunidade Pavão-Pavãozinho para incendiar a viatura da prefeitura e a Polícia Civil seguirá atuando para responsabilizar todos os participantes. Delmir afirmou ainda que as delegacias da Zona Sul continuarão distinguindo manifestações legítimas de ações criminosas e que as investigações prosseguirão para identificar e prender os responsáveis por crimes praticados contra o patrimônio público e contra a população na orla da Zona Sul.
Tolerância Zero: fiscalização é ampliada para ruas internas de Copacabana, Ipanema e Leblon com blitzes diárias
Programa ganha reforço de 220 agentes e chega a 69 pontos estratégicos dos três bairros






