PUBLICIDADE Programa Tolerância Zero, anunciado nesta semana, será implementado no próximo dia 16 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vista do alto das praias de Copacabana e Leme, na Zona Sul; novo programa da prefeitura compreende toda área pública entre prédios e o mar — Foto: Márcia Foletto RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 21:07 Rio Lança Programa Tolerância Zero para Regulação de Praias na Zona Sul A Prefeitura do Rio anunciou o Programa Tolerância Zero, que entra em vigor em 16 de outubro, visando regular o uso das praias da Zona Sul, do Leme ao Leblon. A medida abrange calçadões e áreas públicas, buscando combater a exploração irregular e o comércio ilegal, frequentemente dominados por facções criminosas que faturam R$ 100 milhões anuais. Haverá 69 pontos de fiscalização e 138 agentes municipais para assegurar o cumprimento das regras. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Programa Tolerância Zero, anunciado pela prefeitura nesta semana, estabelece regras contra a exploração irregular do espaço público nas praias entre o Leme e o Leblon, na Zona Sul do Rio, passando por Copacabana, Arpoador e Ipanema. A partir do próximo dia 16, haverá controle de acesso à orla e apreensão de mercadorias sem comprovação de origem, por exemplo. Para além da faixa de areia, a medida se estende para outros espaços da orla. A medida é válida também para os calçadões, ciclovias, praças, canteiros, além de todas as áreas públicas compreendidas entre os prédios e a faixa do mar nesse trecho de 8,5 quilômetros entre o Leme e o Leblon. Na prática, a prefeitura propõe remover estruturas irregulares, assim como desocupar áreas públicas e preservar a livre circulação, conforme texto do descreto que instituiu o programa. A publicação em Diário Oficial ocorreu após uma série de reportagens do GLOBO, que, desde o último domingo, mostrou que a rotina nas praias tem sido de caixas de som nas alturas de madrugada, ocupação irregular do calçadão e comércio ilegal. Orla de Copacabana com corredor de carrocinhas — Foto: Alexandre Cassiano Há ainda o fim do “pacto de não agressão” entre o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho (CV) no calçadão e na faixa de areia de Leme e Copacabana. O cartão-postal virou palco de brigas, perseguições, revistas em celulares e até homens armados. Em jogo, o lucro com a venda de drogas e a exploração do comércio ambulante, conforme também mostrado pelo GLOBO. Haverá 69 pontos de fiscalização nos acessos à orla, onde 138 agentes da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) atuarão em turnos de 12 horas. Outro foco da operação serão depósitos de mercadorias clandestinos: a prefeitura já mapeou pelo menos 22 naquela área. Como alternativa, dois imóveis em Copacabana e Ipanema foram desapropriados pelo município, para serem transformados em depósitos públicos. Faturamento de R$ 100 milhões O poder público já identificou que há cobrança de facções criminosas pelos pontos de venda usados no calçadão. Marcus Belchior, titular da Seop, mencionou nesta semana que o valor extorquido de ambulantes chega a R$ 300 por dia. Essa "logística criminosa", que envolve também a locação de depósitos para os ambulantes e equipamentos, movimenta cerca de R$ 100 milhões por ano, ainda segundo o secretário de Ordem Pública.