Programa de ordenamento da prefeitura engloba praias da Zona Sul, do Leme ao Leblon 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Quentinhas foram apreendidas no Leme — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 12:29 "Programa Tolerância Zero Transforma Comércio nas Praias do Rio" A implementação do programa Tolerância Zero pela prefeitura do Rio de Janeiro alterou a dinâmica das praias da Zona Sul, do Leme ao Leblon. Vendedores ambulantes, como os de milho e queijo coalho, desapareceram das areias, enquanto a comercialização de quentinhas foi reprimida. A fiscalização envolve apreensões de produtos sem procedência e instalação de grades para controle de acesso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ordenamento prometido pela prefeitura do Rio na orla da Zona Sul da cidade teve início nesta quinta-feira. Com a implementação do programa Tolerância Zero, a rotina das praias mudou, principalmente a presença de ambulantes. Na areia, é notório o sumiço de vendedores de milho-cozido e de queijo coalho, por exemplo. Já na pista próxima aos prédios, foram os vendedores de quentinha que desapareceram. Tolerância Zero: começa programa de ordenamento da orla da Zona Sul do Rio Na Avenida Atlântica, no Leme, próximo à Praça Heloneida Studart, uma vendedora de quentinhas, que fica parada próximo aos carros estacionados, foi abordada por uma equipe da prefeitura, que recolheu a comida. Mais à frente, pontos em que normalmente há a comercialização de quentinhas estavam vazios. O Tolerância Zero promete ordenar a orla, com fiscalizações entre os prédios e a faixa de água da orla da Zona Sul, entre o Leme e o Leblon. Duplas de agentes da Secretaria de Ordem pública (Seop) ficarão posicionados em acessos à orla. Por lá, irão reter produtos sem procedência comprovada. No caso de vendedores de milho e queijo coalho, há ainda a proibição, por meio de um decreto do ano passado, a comercialização com uso de gás ou carvão. Espetinhos também são proibidos. — Não vou conseguir trabalhar hoje — desabafou o vendedor de churros José Wilton. Trabalhando na praia de Ipanema entre tarde e noite, José esteve no local pela manhã para acompanhar o início da fiscalização. Ele chegou a se ajoelhar diante de funcionários da prefeitura ao pedir por diálogo. José Wilton, vestido de verde, durante diálogo com agentes da prefeitura; vendedor de churros avalia que não vai conseguir trabalhar com novo decreto — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo A cena ocorreu durante a abordagem de uma artesã, na Avenida Vieira Souto, altura da Rua Teixeira de Melo. Houve bate boca entre ambulantes. A vendedora de artesanato, que preferiu não se identificar, disse que irá migrar para a Praça General Osório. Artesã recolhe produtos após abordagem da Seop em Ipanema — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo O início da operação também fez desaparecerem — pelo menos por toda a manhã — vendedores de caipirinha da areia, assim como o aluguel de bicicletas elétricas no calçadão. Quem se manteve trabalhando normalmente foi o vendedor de mate Artur Jorge Silva, que atua no Arpoador há 20 anos. Ele conta que, após um passado de muita repressão à categoria, o grupo atualmente trabalha com licenças, desde que a profissão se tornou patrimônio cultural carioca, em 2012. Agora, ele defende que a prefeitura consiga uma forma de legalizar outras atividades. — São trabalhadores. Tinha que arrumar um meio de legalizar os outros ambulantes, evitaria confronto e tumulto. Todo mundo precisa trabalhar — opina. Guardas municipais e agentes da Seop A maior concentração de agentes da Seop e da Guarda Municipal está em Copacabana, onde, além dos que se instalaram nas esquinas das transversais com a orla, também há pelo menos dez viaturas estacionadas diante do Hotel Copacabana Palace, numa espécie de base. Um caminhão baú com apreensões também está instalado no local, com carrinhos e isopores apreendidos. Um funcionário da Seop informou que três caminhões cheios de apreensões foram usados desde a madrugada até o fim da manhã. Caminhão baú com material apreendido durante primeiro dia do Tolerância Zero — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo Também há duplas de agentes instalados nos acessos à orla no Leblon e em Ipanema, como nas esquinadas das ruas Rita Ludolf, Bartolomeu Mitre, Afrânio de Melo Franco, Henrique Dumont e Gomes Carneiro. Além dos instalados em pontos fixos, há veículos trafegando pela orla, em patrulha. Guardas também foram vistos trafegando pelo calçadão, a pé, em Copacabana; ou na areia, onde uma tenda foi instalada no Arpoador. Grades em Copacabana e no Arpoador A prefeitura também instalou grades em algumas calçadas para reduzir espaço e facilitar a fiscalização em alguns acessos à praia. Os equipamentos estão concentrados em vias próximas ao Posto 3 de Copacabana — ruas Santa Clara, Figueiredo e Magalhães, Siqueira Campos e República do Peru. Também há grades nos acessos de pedestres da praia do Arpoador. Grades instaladas no acesso ao Arpoador — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Tolerância Zero: recolhimento de quentinhas, sumiço do milho e do queijo coalho, grades na orla; como foi primeiro dia
Programa de ordenamento da prefeitura engloba praias da Zona Sul, do Leme ao Leblon







