População teme aumento do calor, ruído, risco de incêndios e perda de luz solar com expansão de data centers nos arredores de Tóquio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Moradores protestam contra megacentros de IA no Japão por risco ambiental — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 06:04 Protestos em Hino contra megacentros de dados de IA destacam temores ambientais Moradores de Hino, próximo a Tóquio, protestam contra a construção de megacentros de dados de IA, temendo impactos como aumento de calor, ruído, risco de incêndios e bloqueio de luz solar. A Mitsui Fudosan propõe uma faixa verde para mitigar efeitos. O Japão visa ser potência em IA, mas enfrenta desafios geográficos para a expansão desses centros. A resistência também ocorre em Inzai, destacando preocupações ambientais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A expansão da infraestrutura de inteligência artificial no Japão tem provocado uma reação crescente de moradores preocupados com os impactos ambientais e urbanos dos chamados data centers. Em Hino, cidade localizada nos arredores de Tóquio, residentes contestam a construção de um novo complexo que abrigará servidores responsáveis pelo processamento e armazenamento de dados usados por sistemas de IA. A principal preocupação é o tamanho da estrutura e seus efeitos sobre a vizinhança. Mesmo após alterações no projeto, dois dos três edifícios previstos terão 63,5 metros de altura, suficientes para reduzir a incidência de luz solar sobre residências próximas e modificar a paisagem da região. Além disso, moradores temem o aumento do calor, da poluição sonora e os riscos associados às baterias e aos geradores de emergência utilizados pelos centros de dados. — Quanto mais descubro sobre esse projeto, mais preocupado fico. É um projeto horrível — afirmou Yoriko Kitagawa, de 94 anos, moradora de Hino. Outro residente, Yasuo Yamazaki, de 69 anos, disse temer um eventual incêndio provocado pelas baterias que abastecem a instalação, além da possibilidade de explosões envolvendo os reservatórios de combustível destinados aos geradores. A incorporadora Mitsui Fudosan afirma que pretende minimizar os impactos ambientais com a criação de uma faixa verde de até 78 metros de largura, composta por árvores e um córrego, para reduzir ruídos, calor e a sensação de isolamento causada pelos prédios. A discussão ocorre em meio a uma corrida global pela expansão da inteligência artificial. Bilhões de dólares vêm sendo investidos na construção de data centers capazes de treinar modelos de IA e armazenar os enormes volumes de informações digitais produzidos diariamente. O Japão pretende assumir posição de destaque nesse setor. O governo tem como meta transformar o país em uma das principais potências da inteligência artificial e planeja colocar 10 milhões de robôs em operação até 2040. Para sustentar o aumento da demanda por energia elétrica, o país também discute ampliar novamente o uso de usinas nucleares, quase 15 anos após o desastre de Fukushima. Especialistas afirmam, no entanto, que o Japão enfrenta um desafio adicional: cerca de 80% do território é montanhoso, o que reduz a disponibilidade de grandes áreas urbanas para receber esse tipo de empreendimento. Atualmente, aproximadamente 90% dos data centers japoneses estão concentrados nas regiões metropolitanas de Tóquio e Osaka. A resistência não se limita a Hino. Em Inzai, outra cidade próxima à capital japonesa que já abriga pelo menos dez centros de dados — incluindo uma instalação utilizada pelo Google — moradores recorreram à Justiça para tentar impedir um novo projeto. Eles alegam que as construções comprometem a qualidade de vida devido ao aumento do ruído, das vibrações, do calor, do tráfego intenso e da perda de áreas ensolaradas.
Moradores protestam contra megacentros de IA no Japão por risco ambiental; entenda
População teme aumento do calor, ruído, risco de incêndios e perda de luz solar com expansão de data centers nos arredores de Tóquio











